


Desde 17 de Junho que nunca mais me pronunciei acerca do Governo chefiado por Passos Coelho, mas recordo o que então frisei e agora relembro: “ Tudo aponta no sentido de que Portugal ao contrário do que sucedeu até há pouco vai entrar nos eixos, forçado a tomar consciência que só com produção e poupança se consegue sair da crise em que foi lançado”. Se por ventura houve eleitores que votaram no PSD convencidos que Passos Coelho vinha para operar na cena política actual um qualquer milagre das notas, errou e mais valia continuar a votar pelo seguro….
Que não nos deixemos enganar por fracções da sociedade que para viverem a custa de quem trabalha semeiam a confusão e promovem a instabilidade nas instituições. Depois é curioso verificar que com a Esquerda no poder por norma não se faz contestações em massa. Porque será? Não sou assim tão radical, mas o comentário que consta hoje no Económico faz-me pensar no que pode acontecer em relação aos demais partidos, reza assim: “Ainda me lembro do mafioso Sócas à pressa para assinar contrato do TGV. O País estava mesmo e aquela besta assinava tudo à pressa para que não fosse possível reverter sem loucas indemnizações. O PS devia ser extinto! Esse partido não serve Portugal! NÃO PRESTA!”. Não sei a cor política do comentador, socialista não é. De esquerda, talvez sim. São opiniões que não a minha pois sei quanto o PS foi útil na luta contra inimigos da liberdade que logo após o 25 de Abril tentaram apoderar-se do poder. Todavia os seus últimos anos de governação não lhe dão direito a dar lições e muito menos aproveitar as fraquezas do adversário para conquistar votos. Olhem o que acabou de acontecer em Espanha, com um galego vitorioso. Que se façam as greves gerais, mas sem apoio partidário, que em momentos de crise são quase criminosas
Sempre que a chuva carrega um pouco mais, logo um dos troços da antiga via que dantes ligava a freguesia de Benfica com Carnide se transforma num autentico lago e ratoeira para quem por algum tempo ali estaciona a sua viatura. E tudo porque ali, nas traseiras do Lg Miguel José Mendes, em Carnide, quem traçou e construiu a Av. dos Condes de Carnide ao estrangular a antiga Estrada do Poço do Chão se esqueceu de deixar sumidouro suficiente para às águas pluviais que descem de Carnide Velho poder entrar no colector por uma pequena e simples sarjeta. Que por regra até costuma estar sempre obstruída.
O vídeo mostra os efeitos que chuva ali provoca, e quanto a estragos dado que o dia 19 calhou ao sábado e também porque agora a zona passou a estar sob alçada da EMEL, havia espaço para deixar o carro mais afastado das linhas de água.
Esta é a Estrada do Poço do Chão que descendo da Estrada da Correia a par do muro da ex-Quinta do Bom Nome ligava pelo Charquinho com Benfica e hoje morre cortada pela Av. dos Condes de Carnide e duma barreira a separar.
Ao fundo o estrangulamento da via e a respectiva barreira que a separa da Av. dos Condes de Carnide e dos muros do cemitério de Benfica.
Aqui junto à sarjeta que a lama não deixa ver, mas uma pedra no bordo do canteiro indica a sua direcção, se pode concluir do jeito como em Portugal se fazem os acabamentos nas obras que o povo paga.
Como dizia aos fins de semana o parque é menos procurado e agora com a EMEL em cima dos não pagantes, cada vez vai ser pior. É tempo de crise, porém haja ao menos vagar para limpar as sarjetas
Isto porque o que aconteceu no sábado, já no passado dia 29 de Abril se tinha observando, mas então com a chuva a cair em forma pedra. Devia ter partido a grelha da sarjeta, mas não partiu.
Nessa ocasião o parque estava a abarrotar, quanto a prejuízos só quem os pagou é que sabe.
N.6-8-1948 --- F.26-9-2011
É tradição, mas também obrigação cristã visitar os cemitérios nesta quadra que envolve os dias 1 e 2 de Novembro, respectivamente Dia de Todos os Santos e Dia de Fieis Defuntos - palavra que significa os que deixaram a sua "função", actividade terrena. A Igreja até concede indulgencias a quem nessa visita tiver presente as intenções do Santo Padre que são as de toda a Igreja Católica Apostólica Romana. Como a maioria dos que em Portugal aproveitam o Dia de Todos os Santos, por ser feriado nacional, para visitarem os seus Defuntos, também eu nesse dia me desloquei a Cemitério dos Prazeres e junto à sepultura do saudoso Padre Filipe lhe deixar em oração a minha sentida homenagem. Foi meu pároco e amigo.
O Padre Filipe era aquele Frade Franciscano que como São Francisco amava de verdade todas as criaturas e que por isso também tanto na sua comunidade religiosa, como na sociedade civil era por todos estimado. Foi pároco de Carnide onde deixou obra assinalável como por exemplo o Centro Social e a igreja de São Lourenço, e como director do Externato da Luz deu prestigio à sua Comunidade, mas também à freguesia de Carnide.
O Padre Filipe Carreira Rosário era natural da Caranguejeira (Leiria), onde nasceu a 06 de Agosto de 1948 e faleceu no passado dia 26 de Setembro (com 63 anos) no Instituto Português de Oncologia.
Nesta humilde sepultura do talhão dos Franciscanos, no Cemitério dos Prazeres, repousam os restas mortais de um homem que em vida "encarnou com excelente primor a caridade, a assistência, a ajuda aos necessitados", sempre sem mostrar à outra mão o que deu a direita.
No passado dia 6, fez nove anos (9) que na Praça de São Pedro (Vaticano) o papa João Paulo II canonizou o sacerdote Josemaria Escrivà. Ao acto assistiram mais de 500 mil fieis, devotos e admiradores do bem-aventurado. Natural de Barbastro (Espanha) onde nasceu a 9 de Janeiro de 1902, o autor de CAMINHO (pensamentos) por inspiração divina fundou o Opus Dei (=Obra de Deus) a 2 de Outubro de 1928, que desde inicio contou com a aprovação da hierarquia diocesana. Quando faleceu, a 26 de Junho de 1975 já o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, estava espalhado pelos cinco continentes e contava com mais de 60.000 membros de 80 nacionalidades, ao serviço da Igreja. Este nascer do sol que recentemente recolhi na área do Bombarral fez-me lembrar uma das figuras presentes em Roma naquele dia 6 de Outubro de 2002, que vindo do Extremo Oriente ou Sol Nascente recordava: " o valor do trabalho e o amor à familia pregados por São Josemaria Escrivà são dos valores mais arreigados na cultura chinesa". Refiro-me a D. J. Ti-Kang, arcebispo emérito de Taipé (Taiwan).
Para os fieis da Prelatura do Opus Deu o mês de Outubro tem particular importância pois que começa com festa - sem tambores, nem fogo de artificio -, logo no dia 2, Santos Anjos da Guarda ( fundação da Opus Dei), e a seguir, no dia 6, São Bruno (aniversário da canonização).Integrado num grupo de fieis da Prelatura, cristãos normais e correntes fui passar uns dias de formação e repouso na Casa Escola Agrícola As Palmeiras , em Vale Covo, onde festejei as duas datas. Que nesses dias se festejam com mais empenho na oração, e também no estudo que é uma das metas apontadas pelo nosso santo Fundador quando no ponto 334 de Caminho, avisa: " Oras, mortificas-te, trabalhas em mil coisas de apostolado...mas não estudas. - Então, não serves, se não mudas.
O estudo a formação profissional, seja qual for, entre nós é obrigação grave".
O site http://www.opusdei.pt/sec.p é a melhor fonte para saciar a sede de saber acerca desta Obra de Deus que tem por objectivo servir com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Luz da fé que em grau diferenciado nos é dado por Deus a cada um, e que as duas fotos anteriores colhidas quase à mesma hora e lugar servem de exemplo porque o mesmo sol nos dá da paisagem uma diferente visão: trevas e luz.
Nós queremos luz. E em retiro para que não se apague ou falte carregam-se as baterias.
Foi o que fizemos, e como "nem só de pão vive o homem", os dias 2 e 6 foram festejados com um aperitivo antes de almoço que um copito de vinho leve do Oeste regou e ajudou abrir o apetite.....
Em todas as terras onde tenha altar, mas sobretudo naquelas que festejam os Santos Populares, o Santo António no seu dia, 13 de Junho, é festejado com muita animação, alguma por certo alheia ao que foi o viver e sentir do Santo, contudo também de muita piedade e devoção autenticamente cristã. Ontem pode verificar isso mesmo quem se abeirou deste imóvel alfacinha (igreja de Santo António) onde segundo conceituados autores nasceu, a 15 de Agosto de 1195, Fernando Martins de Bulhões.
Com Missas da parte de manhã, às 07h, 08h,09h,10h, 11h e às 12h Missa Solene, presidida por D.Joaquim Mendes, bispo auxiliar do Patriarcado, foi porém a Procissão que às 17h00 saiu a percorrer as ruas de Alfama que deu o testemunho fiel desta jornada de devoção antoniana. Ao incorporar no cortejo não centenas,mas milhares de devotos do Santo casamenteiro, padroeiro dos namorados e protector dos feirantes. Merecendo especial louvor o apoio material que a autarquia disponibiliza à organização através dos Serviços Municipais, Bombeiros e Polícia Municipal.
Filho e padroeiro de Lisboa não admira que nesse dia as principais forças vivas da cidade se associem às cerimónias religiosas que a Igreja e o povo cristão promovem em sua honra. Por isso esse bom exemplo voltou ontem a ser constatado com a presença do Sr Presidente da Câmara Municipal, Dr.António Costa, acompanhado de um bom número de variadores municipais.
A imagem que saiu da sua igreja para o vizinho Lg. da Sé formou ali a Procissão que só cerca de duas horas depois regresou ao lugar, onde frente à Sé Patriarcal foi ouvida a Mensagem e Hino de Acção de Graças. Nesta Sé, onde Fernando de Bulhões, que até aos 15 anos viveu com os pais, estudou na sua escola. Tendo depois entrado e professado no Mosteiro de São Vicente de Fora, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Rumou para Coimbra e no Mosteiro de Santa Cruz que dispunha da melhor biblioteca nacional de País muito se enriqueceu culturalmente. Também aqui em Coimbra já sacerdote tomou o habito franciscano, em 1220, e muda o nome de baptismo de Fernando para António.
Contornando a Sé pelo seu lado direito uma mola imensa de fieis acompanhou com fé e devoção a imagem em procissão do santo português que com fama de santidade faleceu em Pádua, a 13 de Junho de 1231, e que não demorou um ano, 30 de Maio de 1232, após a sua morte a ser canonizado por Gregório IX, no processo de canonização mais rápiddo de sempre na Igreja Católica.
Com receio de não aguentar todo o trajecto da procissão, decidi voltar ao ponto de partida e agora com espaço aliviado da multidão, que só daqui a cerca de uma hora vai regressar, aproveitar para fazer uma visita à Igreja, onde se pode venerar a Reliquia do osso do braço esquerdo do santo, e na Cripta, onde nasceu Santo António, oscular e venerar outro dos seus ossos. As principais relíquias de Santo António encontram-se na sua famosa basílica de Pádua.
Além da visita ao interior da Igreja que tem o franciscano Padre Jorge Marques por seu zeloso reitor, deu-se o milagre de eu poder ficar no topo da escadaria da igreja e dali assistir ao regresso da procissão ao Lg. da Sé, e por fim, do regresso da imagem de Santo António à sua igreja.
O regresso da procissão passado junto ao Lg. de Santo António
Vídeo onde mostra o regresso da imagem de Santo António à sua igreja.
Transportada pelos Bombeiros a imagem de Santo António volta à sua igreja. Depois de muito aplaudida pelas ruas de Alfama
Como na véspera, também no domingo, dia 8, às 07h. da manha toda a nossa gente estava já na capela do Mosteiro para participar na Missa dominical celebrada pelo Sr. Padre Abel. Acabada a celebração, por volta das 08h., foi só sair para o corredor dos claustros e entrar no refeitório para tomar o pequeno-almoço.
Depois foi só entregar a chave do quarto - que pelo tamanho, garanto, ninguém leva no bolso por esquecimento - e seguir para o autocarro com a maleta de viagem e um adeus ao Monastero Marcedario de Poio, já a reviver também a jornada anterior em peregrinação por Pontevedra e Santiago.
Pontevedra
Santiago
Ainda não eram 09h. e já o autocarro arrancava de São João do Poio com destino a Portugal.
Uns 10 ou doze minutos após a partida estavamos atravessar o rio Lénez que separa a cidade de Pontevedra do concelho do Poio para seguirmos sem parar até à cidade fronteiriça de Tui.
Arredores de Vigo, já a caminho de Tui.
Ria de Vigo - ao fundo a Ria recheada de jangadas
Não paramos, mas em andamento, além de uma passagem pelo centro da cidade de Vigo pudemos contemplar a maravilhosa paisagem e encanto de toda esta zona turística e comercial que envolve as Rias Baixas; nas quais, em jangada de bateas, se produz em quantidade industrial o mexilhão galego.
Em Tui aproveitou-se para comprar os "caramelos" espanhóis, e quem lhe apeteceu, tomar um cafezinho aqui perto do supermercado Porto, não sei se também "dragão"... Na despedida veio-me á lembrança um santo da minha devoção, São Josemaria Escrivá, que um dia vindo a Tui visitar o bispo da Diocese teve oportunidade de se encontrar, nas Doroteias, com a Irmã Lúcia, a quem manifestou vontade de logo que possível vir a Portugal visitar Fátima. Nessa altura seria impossível porque não tinha passaporte,nem conhecimento com as autoridades fronteiriças da região para obter autorização. Foi então que a Irmã Lúcia se prontificou a resolver o assunto e mesmo sem passaporte São Josemaria visita pela primeira vez a terra de Santa Maria e o Altar do Mundo, onde aproveita para também lançar as sementes do Opus Dei.
Com parte da ultima jornada da peregrinação feita, atrevessamos o rio Minho deixando para trás as progressivas terras de São Tiago e do mexilhão galego para continuar em missão a caminho do Sameiro.
Na manhã do dia 7 de Maio partimos cedo com destino à histórica e bem cuidada cidade de Pontevedra, capital administrativa de uma das quatro províncias que formam a Comunidade Autónoma da Galiza. O objectivo foi visitar a Casa das Doroteias ou Casa das Aparições como também ali se designa.
Ainda não eram 09h00 (hora portuguesa) e já o Sr. Padre Abel, pároco da Bajouca (Leiria), estava paramentado na Casa das Doroteias e a celebrar a Eucaristia no que foi o quarto ou cela da irmã Lúcia, hoje transformado em oratório.
Na singeleza e modestia do oratório do convento ressai uma moldura, na parede, a recordar o aparecimento de Nossa Senhora e do Menino Jesus à Irmã Lúcia, e tal como aconteceu deixa ver: Nossa Senhora com uma mão sobre o ombro da vidente, e a outra segurando o seu Coração cercado de espinhos, enquanto ao lado o Menino Jesus aponta para Lúcia ver e pedir que seja desagravado.
No corredor, ao lado da porta de entrada para o quarto da Lúcia (oratório), uma placa relata a Grande Promessa que foi ali revelada e que vamos procurar verter para português: - " Neste lugar, a Virgem Santíssima com o Menino Jesus, em 10 de Dezembro de 1925 apareceu à irmã e disse-lhe: " Vê, minha filha. Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos me cravam sem parar com blasfémias e ingratidões . Tu , ao menos, procura consolar-Me e diz a todos que durante cinco meses, no primeiro sábado se confessem, recebam a Sagrada Comunhão e rezem o Rosário com o fim de Me desagravar. Prometo assistir-lhes na hora da morte com as graças necessárias para sua salvação". Na placa mais pequena consta uma saudação apostólica enviada pelo beato João Paulo II, em 17 de Dezembro de 2000.

No pátio, onde o Menino Jesus sem se revelar apareceu à irmã Lúcia, que julgando-O uma criança do burgo citadino O convidou a encontrar-se com ela para aprender catequese na igreja de Sta. Maria Maior, aproveitou-se para mesmo com chuva rezar ali um terço.
Do pátio deixamos a Casa das Aparições em direcção à vizinha igreja ou basílica de Santa Maria Maior, que em flamejante estilo gótico do séc. XIV se localiza na Praça de Sta. Maria, conservando no seu interior uma famosa imagem do Cristo da Boa Viagem. E como a boa ética cristã aconselha e o respeito e reverência devida ao Santíssimo Sacramento ordena, sempre que se entra numa igreja procura-se e visita-se em primeiro lugar o Sacrário. Foi o que se fez, num dos altares laterais desta basílica.
Altar-mor da basílica ou catedral de Santa Maria Maior de Pontevedra
Altar da Senhora da Piedade, na basilica de Santa Maria em Pontevedra
Praça de Santa Maria, em Pontevedra, com a basílica como pano de fundo.
Vídeo mostrando o interior da basílica de Santa Maria.
Visita feita à cidade de Pontevedra, há que regressar ao Mosteiro do Poio para almoçar e a seguir dar um passeio até Compostela para abraçar Santiago.
Da "Santinha de Balasar" partimos pela Povoa de Varzim e Fão direitos ao Monte de Santa Luzia, famoso pela sua citania, conhecida por Cidade Velha, pela sua formosa basílica consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, bem como ainda pela sua afidalgada pousada.
De transporte motorizado, a pé ou no funicular com mais extensão de linha existente no país (650 metros) subir ao Monte de Santa Luzia é um regalo para os olhos e consolação para o espírito. Sobranceiro à cidade de Viana do Castelo, além do templo e da citania, um pouco mais afastada, também a pousada, com 48 quartos, os jardins, as matas, a piscina e o recanto do lugar convidam a um revigorante sossego.

Se dos patamares fronteiros ao templo podemos recolher imagens como esta sobre a cidade, o leito do Lima e tudo quanto a sul fica para além de Darque, quanto melhores subindo ao terraço do zimbório e dali observar todo o espectacular panorama que a nossa vista alcança. Claro que para o fazer importa tempo e não sofrer de claustrofobia ou falta de força nas pernas.
Mas é um convite que deixo feito a quem pela primeira vez visite esta basílica cujo projecto se deve ao arquitecto Miguel Ventura Terra, como se sabe inspirado na Basílica de Sacré Coeur em Montmartre, Paris, substituído em 1925 pelo arquitecto Miguel Nogueira. Os dois anjos que no interior ladeiam o Sagrado Coração de Jesus são do escultor Leopoldo de Almeida, o granito é da região e o mármore de Vila Viçosa. Vale apena com vagar visitar este miradouro sagrado, coroa real da cidade de Viana do Castelo, do mar vizinho e da foz do rio Lima.
De volta à cidade seguimos por Afife, Moledo e Seixas em direcção a Cristelo Covo para antes de entrar em Espanha, no parque da Senhora da Cabeça, merendar do "peregrino farnel". Cristelo Covo é uma freguesia muito antiga do concelho de Valença, vizinha do rio Minho e cuja igreja em 1258 aparecia incluída no bispado de Tui. Também Segadães que lhe pertence era dantes local de passagem para os peregrinos a São Tiago.
O parque de merendas da Senhora da Cabeça é um espaço de desporto e lazer muito frequentado quer por cristelenses quer como também por forasteiros que visitam terras de Valença. Afastado uns 3km da sede do concelho, aqui tem lugar na segunda-feira a seguir à Pascoa uma das mais peculiares romarias do norte de Portugal, assim resumida : "O "Laço da Cruz" dá inicio aos festejos tradicionais. No final da visita pascal, é organizada , na igreja paroquial de Cristelo, a procissão em direcção à Senhora da Cabeça. Vão lá os romeiros "cortar o raminho", de recordação da Santa. Junto ao rio Minho, o recinto fervilha de devotos e curiosos, à espera que o Compasso entre no barco principal, que é acompanhado por muitos outros, formando cortejo único em direcção à margem galega, onde outra multidão aguarda a chegada dos visitantes para beijar a Cruz". Nunca assisti mas dizem ser uma romaria verdadeiramente espectacular, à minhota e galega!!!
Depois, atravessado que foi o rio Minho para em Tui visitar o oratório das Irmãs Doroteias, eis-nos em terras de Espanha, também muito afectas a Fátima.
O Movimento da Mensagem de Fátima remonta ao ano de 1926 e teve no cónego Dr. Manuel Formigão seu principal fundador. Ontem, como hoje este Movimento tem por objectivo: " conhecer, viver e difundir a Mensagem de Fátima". No último fim de semana tive o privilégio de integrado numa das peregrinações organizadas pelo Secretariado Diocesano da Mensagem de Fátima poder partilhar da alegria e espiritualidade que esse Movimento irradia e transmite aos que dele se apróximam e por amor a Maria amarem a Deus e ao próximo.
Com cerca de 50 peregrinos, um autocarro do Santuário de Fátima partiu na 6ª-feira, dia 6, com destino final ao Monasteiro Mercedario de Poio (Pontevedra), passando pelos santos locais de Balasar, Santa Luzia e Tui. Em Balasar, onde na igreja paroquial, o Sr.Padre Abel celebrou a Eucaristia, além do túmulo ali, também depois do almoço foi a visita à casa onde viveu a beata Alexandrina Maria da Costa.
De Balasar partimos, pelo litoral, em direcção a Santa Luzia, passando pela Povoa, Ofir, Esposende e Viana. Aqui para subir ao deslumbrante miradouro do monte de Santa Luzia de Viana do Castelo, e ali visitar a basílica do Sagrado Coração de Jesus, obra de arte que por iniciativa do padre António Martins Carneiro começou em 1903 e só em 1943 foi concluída. Nela deixaram marca alguns dos nossos mais famosos artistas nacionais, como por exemplo o escultor Aleixo Queirós Ribeiro, autor do Sagrado Coração de Jesus, em bronze, que se encontra à entrada da basílica.
Continuando por Carreço, Afife, Vila Praia de Âncora, Moledo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, aqui antes de atravessar o rio Minho, que faz fronteira com a Espanha, paramos no parque da NSra da Cabeça para petiscar, seguindo dali directos a Tuy, onde no oratório das Irmãs Dorotianas se fez um momento de oração. Neste local apareceu também a Virgem Maria à Irmã Lúcia, em 2 de Janeiro de 1944, a quem falou acerca do terceiro segredo de Fátima. De Tuy partimos para São João do Poio, onde na hospedaria do seu famoso mosteiro se jantou e pernoitou
No dia 7, 1º Sábado do mês, foi a visita à casa-conventual das Doroteias de Pontevedra, onde no quarto que fora da Irmã Lúcia, hoje transformado em capela, o Sr. Padre Abel celebrou Missa. Depois da visita ao quintal onde Jesus feito menino apareceu à Irmã Lúcia, e após uma visita à igreja de Santa Maria, onde Lúcia deu catequese, foi o regresso ao mosteiro do Poio para almoçar e depois ir de visita até Compostela para dar a São Tiago o tradicional abraço.
Compostela é, juntamente com Jerusalém e Roma, um dos lugares de peregrinação mais importantes do mundo, onde nunca me canso de visitar e pena tenho de não poder fazer parte daqueles peregrinos que quer pelo "Caminho Francês", quer pelo "Caminho de Portugal" a pé fazem tão piedoso trajecto. Feita a visita e cumprida a tradição, ainda deu tempo para subir e parar no Monte do Gozo, e ao ar livre e chuviscado uma vez mais petiscar do abundante farnel dos responsáveis pela peregrinação, os Srs. Faustino e José Felizardo, da Mensagem de Fátima. De volta ao Poio para jantar e dormir foi depois, no dia 8, o regresso a Portugal, após a Missa dominical, celebrada pelo Sr Padre Abel, assistente espiritual da peregrinação, na capela do Mosteiro, às 07h00, e de nos terem servido o pequeno almoço.
O destino agora era de novo o regresso a Portugal. Percorridos os cerca de 4kms que separam São João do Poio da cidade de Pontevedra vamos continuar a viagem, passando por Vigo, em direcção à fronteira de Tuy. Às 10h27 estávamos a atravessar a ponte internacional de Valença do Minho para directos a Braga, com passagem por Ponte de Lima, visitar Nossa Senhora do Sameiro, onde às 11h30 chegamos. Feita a visita ao templo e à respectiva cripta, descemos ao Bom Jesus do Monte.
Também aqui depois da visita ao Crucificado que não deixa de acompanhar com o olhar - a quem d'Ele se aproxima -, foi a partida para o convento franciscano de Montariol (São Vitor - Braga), onde às 13h30 nos foi servido o almoço.
E às 17h34, já em terras de Pombal, os peregrinos paravam para saudar a equipa de mensageiros ali em serviço de apoio aos peregrinos de Fátima, para então ainda mais felizes regressarem a suas casas. Bela e proveitosa peregrinação por terras santas e com gente alegre mas também de muita oração. Aqui até o autocarro conduzido pelo Sr. Vieira parecia rodar santamente.