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Nelson Vilela

por aquimetem, em 10.07.08

          Ouvi falar muito nele, nos inícios da década de 60, quando em boa hora o Bispo de Vila Real, D. António Valente da Fonseca reconheceu a soberania de Vilar de Ferreiros na Ermida do Monte Farinha e a colocou  sob administração do Padre Manuel Joaquim Correia Guedes. Estou-me a referir ao Dr. Nelson Vilela, um consagrado poeta e prosador que só por ingratidão ou ignorância das nossas editoras  não tem a sua obra divulgada à medida da respectiva amplitude e importância cultural. E verdade seja dita, que se não fora uma dilecta conterrânea minha me ter alertado para esta realidade, por espontaneidade minha também o não fazia, confesso. Isto porque embora admirador seu, apenas uma vez o vi e nos cumprimentamos por ocasião do lançamento de um livro do Luís Jales de Oliveira, na vila de Mondim.

Mas quem é o Dr. Nelson Vilela?

          Nelson Vilela, nasceu em Vilarinho da Samardã, em 1933, oitavo filho de uma família numerosa (14 irmãos). Cursou Teologia no Seminário de Vila Real. Aos 18 anos publicou o seu primeiro livro de poesia "Saudade", com autorização do Bispo D. António Valente da Fonseca que por ele nutria muito carinho e o encorajamento do ilustre filólogo Mons. Ângelo do Carmo Minhava. Que do Nelson fez saber : " Homem de raras qualidades, mas muito modesto, podia, se outro fora o seu temperamento, impor-se no arraial das letras..."    Em Portugal só quem for aventureiro é que trepa...

          Nunca tendo exercido qualquer ónus eclesiástico, pediu e obteve dispensa desse múnus e dedicou-se ao Ensino, após se ter licenciado em Filologia pela Universidade do Porto.  

         Leccionou em Mondim de Basto, Nova Lisboa,  Évora, Alcácer do Sal, Chaves e Braga. Pertence à Associação dos Autores de Braga e já fez parte da Direcção. Das muitas obras suas, realço: Saudade, Asas de Espuma, Mar e Sombra, Inquietação,  Pedaços do mesmo sonho, Regresso, Sempre em Caminho, Livro de Carla, O Sal e as Lágrimas, entre outros.  

          Um distinto poeta e prosador  comprovinciano de Torga, e natural da aldeia transmontana que marcou e acolheu Camilo Castelo Branco, em menino e moço, e cuja   simplicidade e modéstia do autor não é motivo para desculpar a  amnésia de certos  editores e livreiros. O valor a quem o tem!

          Obrigado Maria da Graça, pelo alerta, também como transmontano de Basto, com ele canto, agora :

          " E orgulho tenho de nascer assim

             Podem rufar tambores, arrais e viras

             É de lá que sou... foi de lá que vim."

                                           In Sempre em Caminho, de Nelson Vilela

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publicado às 16:58


115 comentários

De GISELA SANTOS a 10.07.2008 às 20:25

Muito bom este post.Com essência ,tanto a do seu escritor como a do seu sujeito.Humilda-te que serás exaltado.Tras-os-Montes deu ao mundo homens autênticos.Bonito!...

O homem que aí está
É para ser assim:
Não se vende, não se modifica,
Nem precisa ser, doutra qualquer maneira,
É como pedra dura
De qualquer pedreira:
Mesmo rachada, é ali que fica...
...
E heide cantar sempre
Até adormecer o tempo.
Qual semente presa ,no chão
Apodrecida
Mas apta e ao dispor
De quem se apreste
A reencarná-la em flauta agreste
De qualquer pastor
--
Quem quiser ver, pode vir ver-me:
Um qualquer barro,
Sempre em movimento--
Ovelha tresmalhada?Estrela cadente
Talvez seja;
Mas que toda a gente veja
Que aqui, também vai gente.

Sempre no caminho, E sonho adentro
Cavaleiro sou, do infinito e do instante
No múrmuro sossego ou no tormento,
Sempre no caminho, sempre caminhante.

Nelson Vilela (Sempre em Caminho)
---

De aquimetem a 11.07.2008 às 14:56

Grato pelo vosso comentário, e por o ter ilustrado com tão sedutor poema do Dr. Nelson. Este autor é de facto um dos nossos homens de Letras que merece ser divulgado, pois a sua obra assim o exige. Bem haja pela vossa visita, e palavras.

De GISELA SANTOS a 14.07.2008 às 13:19

SR. AQUIMETEM, BEM HAJA O SENHOR, ISSO SIM.
FICA AQUI A MINHA PALAVRA DE QUE A SRA DO MONTE FARINHA , LHE IRÁ DAR LONGA VIDA, MUITO SAÚDE, MUITA AMIZADE, UMA GRANDE CARREIRA.
PALAVRA DUMA TRANSMONTANA DOS CALHAUS
UM ABRAÇO

De aquimetem a 14.07.2008 às 21:24

Que a sua palavra seja ouvida pela nossa Mãe do Céu e essa demora por cá... seja para melhor a louvarmos. Quanto aos calhaus cada vez vai havendo menos, as "pedreiras" dão cabo deles, e outros como eu, fugiram a tempo. Não tive a sorte de poder ser modelado no "atelier" do Dr. Nelson, e ainda que fosse Mondim não tinha, nem tem "poisadoiro " para todos. Também um abraço

De Anónimo a 09.08.2008 às 12:38

OUTRO CAMINHO -LIVRO DE HORAS

Meu Deus, segui outro roteiro.
Diferente do que me marcaram.
Mais longe?...mais perto?...
Não sei, segui outro caminho.
Segui.
Não fui por ali,
Para não ficar sozinho ,
A pregar ao deserto

E não sinto, em cada passo,
Que te zangasses,
Por desatar o laço
Que uma hora desatenta,
Enleado, me enrolou:
Em cada euforia, em cada tormento,
Sinto que a tua mão me sustenta,
Em cada passo que dou

De Nelson Vilela

De to manel a 11.07.2008 às 13:47

Ora aí está, ainda bem que algúem viu.Todos sabem que Mondim depois de ter o Externato fundado por ele,nunca mais foi a mesma terra.Os seus alunos sabem quanto ganharam com isso.Vá lá que houve alguém que se lembrou de o convidar para a homenagem ;não é preciso muito para se ver que é um homem de valores muito fortes; tanto como professor, como escritor.

De aquimetem a 11.07.2008 às 15:12

Agradeço a visita, e louvo a atitude! Hoje em dia, ouvir alguém dar boas referências dos seus actuais ou antigos professores é motivo para por o sino da Capela do Senhor, em Mondim, a tocar durante toda uma tarde de Verão, e chamar toda a nossa Imprensa para ver. Parabéns, ao aluno!

De Anónimo a 06.08.2008 às 01:13

O SAL E AS LÁGRIMAS
A Europa jaz,posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando --mensagem

Os romãnticos cabelos
De tanto tempo tidos
Jazem pervertidos em desonradas cãs...
Portugal não pensa em maresia,
Não sonha , nem ara caravelas...
Estrasburgos e Bruxelas
Dão-lhe tardes de burguesia,
Bizarras e louçãs

Fita com o mesmo olhar fatal
Comprometido e distanciado
O Mundo Novo , sem futuro pelo passado,
O rosto com que fita é, ainda, Portugal

Nelson Vilela

De marianavilela a 11.07.2008 às 17:16

EU SOU ,A MARIANA, TENHO MUITO ORGULHO DO MEU AVO NELSON VILELA. AGRADEÇO A QUEM TAO BEM DIZ DELE.VOU COLABORAR COM ELE NUM LIVRO DE POESIAS QUE VAI TER O TITULO-MURMURIOS DA MESMA CORRENTE.EU TENHO 8 ANOS

De aquimetem a 11.07.2008 às 18:02

Filho de peixe sabe nadar! Venha esse livro, que poesia numa alma com a tua idade não falta. Oxalá na estrada da vida o teu Anjo da Guarda sempre te acompanhe e conduza ao êxito por passos teus.
Dá um abraço meu ao teu avô que é um dos mais ilustres intelectuais transmontanos vivos e tu recebe muitos bjs deste teu amiguinho.

De Anónimo a 11.07.2008 às 18:39

AQUI VAI UM CHEIRINHO DESSE LIVRO
AVEZES, NEM SEI BEM PORQUÊ,
VOU LÁ AO FUNDO DO TEMPO,
REBUSCAR MEMÓRIAS
QUE O PÓ DILUIU
E DEFUMOU;
MAS AO REVOLVER, PÁGINA A PÁGINA,
ESSAS HISTÓRIAS´
TENHO MAIS PENA DO QUE FUI
DO QUE DAQUILO QUE SOU...

De aquimetem a 12.07.2008 às 13:09

Compreendo o anonimato aqui, mas cheio de anonimato está o nosso insigne poeta e prosador Nelson Vilela, que por isso mesmo tem visto a sua obra literária passar despercebida nas livrarias e muitas vezes até na apreciação dos próprios amigos e colegas... Desculpem, se me enganei !

De GISELA SANTOS a 14.07.2008 às 13:12

O POETA ETERNO

Porque hei-de cantar-Te
No palpitar da alma
Que Te procura e foge a cada instante?...
Eu sou apenas eu,
Mas tua mão desceu
E só queres que cante.

Mas o Poeta Eterno
Tua é que cantas
Na técla limite do tempo e do espaço...
Caem estrelas de mãos vazias
E, no vácuo delas,
É que eu renasço.

Vida da minha vida,
No himineu do meu Sonho,
Te chamei hoje ,Senhor.
É que chegou a Primavera
E deixou-me na janela
ESSÊNCIAS DE FLOR.

OFEREÇO ESTE MEMORANDO AO SR. ANÓNIMO, DO LIVRO SEMPRE EM CAMINHO

De Anónimo a 06.08.2008 às 00:46

EXTRAVIO
C omo foi que a mão ,
Esta mão distraída
De lavrador
Descuidado,
Na pressa que levava,
Na pressa com que semeava,
Deixou cair a semente
Num qualquer descampado?...

Que é do carinho que teve
Quando o sonho
Na fundura do bolso
Que assim de repente,
Tão cobardemente,
Se rompeu?...

Nem vale a pena apanhá-la,
Dispersa como está,
Por esse chão, tão chão.
Pobre lavrador!
Sementeira por fazer,
E vida a estremecer
Á mingua de pão.

SEMPRE EM CAMINHO -NELSON VILELA

----------------//-----------------


DO LIVRO DE HORAS " ORAÇÃO DO POETA"

Peço a esta pedra,
Onde acabo de me sentar;
Peço aquela rosa,
Que acabei de beijar,
Me sirvam de abrigo,
Que dêem em terra comigo
E me ajudem a rezar.
A paz de Deus, nesta montanha,


Me apague esta sede tamanha
De quase pedir tudo,
Para deleitar e possuir
E ficar quieto e mudo,
Sem saber que mais pedir.

Que o poema se engrandeça
Pelo fervor que me inspira,
Para vos louvar.
E meu Deus, que mais quereis,
Se sabeis
Que só os acordes desta lira
Eu tenho para vos dar?

De GISELA SANTOS a 14.07.2008 às 11:42

MENINA MARIANA VILELA, QUE LINDO NOME, AINDA BEM QUE VEIO AQUI.FAÇO IDEIA DE QUANTO ORGULHO TERÁ DO SEU AVÔ; POIS EU SINTO-ME UMA RAINHA EMPROADA SÓ DE TER SIDO SUA ALUNA!...E ESSE LIVRO(MÚRMURIOS DA MESMA CORRENTE)JÁ NÃO ME VAI ESCAPAR, PARECE QUE JÁ ESTAMOS A OUVIR O RIO CORGO A CORRER COM AS TRUTAS PRATEADAS A SALTAR, LÁ EM VILARINHO DE SAMARDÃ, LÁ DO LIVRO ENTRE URGUEIRAS E CARQUEIJA.MIL E UM BEIJOS

De Anónimo a 06.08.2008 às 23:51

OUTONO DO POETA

Triste sorrir de Outono
A suceder
Ao descolorido Verão,
Sem flores , sem trono,
Qual espuma a escorrer
Da palma da mão.

Pobre Outono do Poeta,
A olhar a gleba
De tanta Primavera semeada,
A sonhar verdura em cada canteiro
Mas que a geada,
Pela noite escura e calada
Tudo queimou: rebento a rebento

Do livro de Horas Nelson Vilela

De Anonimo a 09.08.2008 às 12:45

No segundo verso falta a seguir á 4ª linha:

"Deixado ao relento"

De anónimo a 06.08.2008 às 00:10

MAR PORTUGUÊS --O MOSTRENGO -mensagem de "O SAL E AS LÁGRIMAS " NELSON VILELA

E Disse:«Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tetos negros do fim do mundo?
E o homem do leme disse, tremendo:
El Rei D.João Segundo»

O Mostrengo,
Depois que nasceu o Cravo,
Na madrugada a dealbar,
Ergueu-se de novo e com firmeza
Rodou, rodou,
E entrou a sereiar:
-Queres amizar comigo?
Há outro ouro, outra grandeza,
Vem fruir, vamos lupanar-

E rodou, rodou sem tremer,
Três vezes rodou
Para convencer, para confirmar:
_Vê, já baixas-te as velas
E fendes-te as quilhas
Que el Rei D.João Segundo
Mandou semear.
Vem comigo, dou-te outras maravilhas
Seduziu o Mostrengo, de novo a chiar.

-Arrenego-te, Mostrengo!
Aqui onde estou, sou um povo verdadeiro
Que, com honra e sangue,
Já lavou por inteiro,
O sangue todo que derramou.
Calou-se o Mostrengo do fim do mundo
Á voz do povo que apertou o leme
De El Rei D.João Segundo

De Carla Vilela a 12.07.2008 às 10:31

Grande é aquele que se faz pequenino... Sábio é aquele que fala de coisas simples como o amor e a vida... Apesar de achar que merecias ter o reconhecimento público que tantos alcançam hoje (e muitas vezes desmerecidamente!), a mim me basta saber que bebi dessa fonte, que tenho o privilégio de ser tua fã, tua admiradora, mas sobretudo tua filha!! Parabéns ao criador deste blog pela capacidade de encontrar peças originais num mundo repleto de cópias!...

De aquimetem a 12.07.2008 às 14:33

Parabéns pelo pai que tem! E também, creio não errar, pela filhota Mariana. Os transmontanos que se renderem aos calhaus da nossa montanha, e não trepem até às alturas para dizer: estou aqui; só vencem dizendo muito mal de tudo e de todos. Doutro modo não serão ouvidos fora do seu espaço restrito. Não é bem o caso de seu dilecto pai, mas aqui entre nós: ele merecia mais renome no mundo da literatura e das Letras Portuguesas. Mas é como a Carla diz: "Grande é aquele que se faz pequenino..."
As minhas saudações.

De GISELA SANTOS a 14.07.2008 às 12:00

SABE MENINA CARLA VILELA?-QUANDO VI NA INTERNET NOS DICIONÁRIS DOS ESCRT.TRANSMONTANOS, O LIVRO DE CARLA, FIQUEI MUITO EMOCIONADA,MESMO SEM SABER SE O IRIA LER ALGUM DIA, POIS CUSTOU A ENCONTAR,E PENSEI CÁ PARA MIM ,SÓ PODE SER UMA FILHA DO POETA, EU NÃO TINHA SEQUER CONHECIMENTO DISSO, QUANDO O ABRI E VI A SUA DEDICATÓRIA, IMAGINE...

A CARLA FOI Á PRAIA
DESCEU O PORTO, FOI Á FOZ.
SEM SAPATOS, SEM MEIAS.
PISOU PEDRAS E AREIAS,
DE CABELOS EM RETROS.

A ESPUMA ERA BRANCA,
NUMA DANÇA ENFEITIÇADA:
IA E VINHA, IA E VINHA,
TERRA E MAR NUMA BRAÇADA

FOZ DO DOURO , FOZ DA GENTE,
QUANTOS SORRISOS NOS DÁS!
FAZ CALOR. É ESCALDANTE.
CARLA, NÃO VÁS AVANTE,
É PERIGOSO,
VOLTA ATRÁS.

E A AREIA FOFA , FOFA.
COMO CAMA DE DORMIR,
ABRE-SE TODA E ACARICIA
COMO LÁBIOS A SORRIR.

E A CARLA DEIXA A PRAIA,
SOBE O PORTO, VEM DA FOZ,
ALEGRE E MORENINHA,
PARECE RIBEIRINHA
DE CABELOS EM RETRÓS

LIVRO DE CARLA ,LINDO...NELSON VILELA-É CLARO QUE É UM DIAMANTE PURO E DOS MAIS BEM LAPIDADOS

De Carla Vilela a 15.07.2008 às 08:44

Pois é, cara Gisela, eu sou essa Carla a quem o meu pai dedicou esse livro lindo! Talvez ele próprio nunca tenha percebido o grande valor que atribuo a essa obra e a importância que teve na minha vida! O livro já estava escrito há algum tempo quando o meu pai o publicou e o que mais me emocionou na altura já nem foram as belíssimas poesias, que eu conhecia de cor, mas a magnífica dedicatória que me escreveu no meu exemplar...era um poema dentro de um poema! Começa assim: "Este livro vem tarde, mas tu sabes porquê." Enfim, só posso dizer que me sinto muito honrada com esse livro: ao contrário de muitos pais que dão hoje grandes coisas aos filhos para os compensar das suas enormes falhas como pais; aquele livro foi um extra de um pai fantástico que esteve e está sempre do meu lado, de braços esticados para me continuar a fazer sentir aquela Carla pequenina, que ,de facto, adora o mar!

De GISELA SANTOS a 15.07.2008 às 19:25

Menina Carla ,agradeço muito ter-me respondido e sinto-me muito honrada.Gostei especialmente de ter esse livro também; e digo-lhe que a menina teve que ser sempre muito importante para o seu pai, apesar do livro vir mais tardiamente.Está aqui a grandeza de sentimentos e a humildade do nosso Poeta.Ele merece esse amor da sua familia toda.
Toda a gente o estima muito,e tem um grande respeito por ele, principalmente quem o conhece de perto.Um beijo para a menina e que a vida lhe sorria sempre

De armanda monteiro a 12.07.2008 às 11:20

O problema principal em Mondim, é que as pessoas lêem pouco, não estarão sensibilizadas para verem o valor dos livros, pode ser que isto ajude. Temos que realçar o valor das pessoas que temos na nossa terra e levá-lo até aos mais jovens...

De aquimetem a 12.07.2008 às 20:13

Não é por falta de livros! De incentivos para isso, talvez! Se em vez de lhes dar "futebóis" e "rock's", dessem aos jovens formação moral, cívica e cultural em boa doze, já não faltava gosto pelo saber ou desinteresse pela leitura. Mas que esperar, quando um jovem de Campanhó, da Anta ou do Barreiro é forçado a viajar diariamente até Mondim para sem controle dos pais ali passar parte do tempo na Escola, e o resto na viagem? Cala-te boca, não vá o Salazar ouvir e rir-se desta canalha que está a vender as escolas que ele mandou construir em todas as aldeias de Portugal.
Obrigado pela vista, e uma boa forma de realçarmos os valores é apontar os obstáculos que não os deixam medrar...

De aquimetem a 13.07.2008 às 00:44

Volto para dizer à Armanda que não estou a contar à dúzia..., mas sim em doses...O raio deste meu computador ainda não consegue reproduzir o que eu pretendo dizer e não digo...Como agora aconteceu, em vista, em vez de visita, e doze, em vez de dose. Fica a rectificação.

De armanda monteiro a 14.07.2008 às 11:38

Bom dia!
Não se preocupe porque esses lapsos estão sempre a acontecer na internet.
Agradeço a sua resposta, tenho muito orgulho sempre que vejo alguém da minha terra com notoriedade seja em que área for e mesmo de uma geração diferente da minha. As pessoas em terras pequenas como Mondim devem apoiar-se mutuamente pois têm muito valor e devem explorar mais as suas potencialidades e desenvolver e incentivar o gosto pela cultura da nossa terra. Temos que dar valor ao que é nosso já que tantas vezes as terras de interior são esquecidas pelos grandes centros do país pelo menos que não o seja por nós!

De GISELA SANTOS a 14.07.2008 às 12:33

POIS É MINHA SENHORA, ACHO QUE TEM ALGUMA RAZÃO; MAS EU LI AQUI BEM PERTO ,NA ENTREVISTA ,EM QUE O POETA DIZ QUE NÃO TEVE TEMPO DE DIVULGAR OS SEUS LIVROS ; MAS QUE A COMPENSAR AJUDOU A BURILAR CABEÇAS PARA DAREM BONS POETAS,ENTÃO SENHORES NOVOS POETAS ,ESTARÁ NA HORA DE DIVULGAREM O VOSSO MESTRE, E INFORMAREM OS MAIS JOVENS , DOS LIVROS DO NOSSO ESCRITOR? E INFORMAR TAMBEM OS MAIS VELHOS OS NOSSOS PAIS E TIOS:OLHEM O QUE ELE ESCREVE SOBRE AS (TALHADAS DE CHICHARRO BÔ)TAL COMO SE DIZIA NO NORTE EM TEMPOS MUITO PRÓXIMOS, ALIÁS OUVIA EU DIZER Á MINHA AVÓ, ISTO É A CULTURA VERDADEIRA , É A NOSSA ORIGEM, E FORA O ASSALTO Á COELHEIRA , ISTO DO LIVRO DE ENTRE URGUEIRAS E CARQUEIJA, JÁ PARA NÃO FALAR DO DIALOGO DE DUAS BURRAS QUE SÃO A CARRIÇA E A RUÇA, QUE É DE PARTIR O CÔCO A RIR?- ENTÃO ESTÃO DE ACORDO QUE É HORA DE COMPENSAR O MESTRE? BEIJOS PARA A D. ARMANDA, E PEÇO-LHE QUE ME ENTENDA-UM ABRAÇO A TODOS OS NOVOS ESCRITORES UMA FELIZ CARREIRA, ANUNCIEM SEMPRE OS VOSSOS LIVROS ,MAS OLHEM SEMPRE PARA TRÁS, O NOSSO POETA!!!

De Catarina Vilela a 12.07.2008 às 20:59

O que hei-de dizer do meu avô?... Somos muito parecidos, na nossa cor trigueirinha e nos nossos amuos... Tenho muito orgulho no meu avô. Gosto das suas palavras/expressões transmontanas e aprendo muito com ele: há poemas, cantilenas que ele inventa na hora e que eu ADORO, apesar da censura da minha avó!

De aquimetem a 13.07.2008 às 00:07

Ó Catarina! Que hás-de dizer do teu avô? Tu já dissestes tudo!!!Não sei a tua naturalidade, mas quanto aos "amuos", achei graça, porque é doença que afecta toda a casta transmontana. Também a minha mulher se queixa disso... Continua a ser Vilela!...Um abraço

De Gustavo Vilela a 13.07.2008 às 14:50

Avô foste um grande professor. Gosto muito de ti.
Do teu neto, Gustavo Nelson Vilela

De MARIANA a 13.07.2008 às 16:04

Tens razão, a avaliar pelo que dizem os seus alunos .
Uma coisa eu sei é o melhor avô do mundo! Nós somos uns netos felizardos! MARIANA

De aquimetem a 13.07.2008 às 22:57

É verdade, e no tempo em que Mondim começou a sair das cascas!...Por isso ainda hoje o nome do teu avô é recordado, com saudade, por muitos mondinenses que o tiveram por professor no colégio de Nossa Senhora da Graça. Mas só recordar... não chega, é preciso viver e sentir no coração algo semelhante ao que sente o Gustavo pelo avô, e demonstrá-lo com obras...E nem sempre isso tem acontecido. Continua a ser bom neto.

De GISELA SANTOS a 14.07.2008 às 13:28

MENINO GUSTAVO VILELA, TENHO MUITO GOSTO EM SABER QUE HÁ TAMBÉM UM NETO DO NOSSO POETA.
CABE A SI TAMBÉM, A MISSÃO DE FAZER AS PESSOAS CONHECER AS OBRAS DO DR. NELSON VILELA, NÃO SEI A SUA IDADE; MAS PELO MENOS VENHA A ESTE BLOG E NOS INFORME ONDE HÁ LIVROS Á VENDA E TAMBÉM SEMPRE QUE SAIA ALGUM NOVO, ISTO ATÉ SEM ORDEM DO AVÓ.UM BEIJO PARA SI

De Anónimo a 07.08.2008 às 10:18

LIVRO DE HORAS

A MUSA

Ás vezes bem bato e rogo,
Em acto contrito e verdadeiro
Que ela, a musa
Me inspire, não digo um poema inteiro
Mas um verso, apenas,
Que traduza
O que sinto e não sei dizer,
Mas ela a musa
Recatada recusa
Seja o que for que queira escrever

E lá fica esta minha sede,
Bem dentro insaciada,
Qual lágrima que cai,
Por não ter rosto, por onde, tresmalhada,
Procure o que quer,
Saiba para onde vai.


De Nelson Vilela




De GISELA SANTOS a 14.07.2008 às 12:46

MENINA CATARINA VILELA ,OLÁ !-AINDA BEM QUE É PARECIDA COM O SEU AVÓ, JÁ VÊ QUE ELE TEM TANTOS AMIGOS, PORTANTO É O QUE LHE VAI ACONTECER A SI.OS AMUOS DO POETA JÁ NÓS TODOS CONHECEMOS.QUANDO NÃO RESPONDIAMOS CORRECTAMENTE AO QUE ELE PERGUNTAVA NAS AULAS, PUNHA-SE A OLHAR PARA NÓS COM DOIS DEDOS A SEGURAR A CABEÇA DE LADO E O RESTO DOS DEDOS NO QUEIXO,NÓS PENSANDO QUE ELE ESTAVA A PENSAR EM POESIA OU COISA ASSIM , E DE REPENTE :-AI É? E SE TU ESTUDASSES RAPARIGA?-ANDAM OS PAIS A FAZEREM SACRIFICIOS P`RA VOCÊS ANDAREM A BRINCAR?-NOSSA SENHORA DA AGONIA...
BEIJOS PARA A MENINA E CONTINUE A CANTAROLAR OS VERSOS DO AVÔ

De ANÓNIMO a 07.08.2008 às 10:39

DESDITA

Triste seria que a vida
Ou a morte?
Levasse tudo...Que tudo
Fosse vão.
Que nada ficasse,
Quando o corpo tombasse
Amarfanhado,
Dentro do caixão.

Que fique ,ao menos,
Uma queixa ,uma prece...
Uma gota de sol e de fel,
Numa folha de papel,
Enquanto na tumba,
O corpo mirra e apodrece.



NADA ACONTECEU Do " Sempre em Caminho"

Desastre? Aqui não .
Aqui não houve nada;
Nenhuma porta se abriu,
Nenhuma porta se fechou
Na noite escancarada.

Aqui não houve nada,
Nem naufrágios,
Nem amarras derruídas
Gangrenando o Céu,
Nem gaivotas de asas partidas,
Á procura do mar
Que não é mar e já morreu.

Aqui ninguem chamou,
No deserto do meu silêncio,
Que nómada , percorro.
Cruzes não há, mortos não houve,
E que houvesse
Quem gritaria por socorro?

Nelson Vilela

De GISELA SANTOS a 14.07.2008 às 12:48

MENINA CATARINA VILELA ,OLÁ !-AINDA BEM QUE É PARECIDA COM O SEU AVÓ, JÁ VÊ QUE ELE TEM TANTOS AMIGOS, PORTANTO É O QUE LHE VAI ACONTECER A SI.OS AMUOS DO POETA JÁ NÓS TODOS CONHECEMOS.QUANDO NÃO RESPONDIAMOS CORRECTAMENTE AO QUE ELE PERGUNTAVA NAS AULAS, PUNHA-SE A OLHAR PARA NÓS COM DOIS DEDOS A SEGURAR A CABEÇA DE LADO E O RESTO DOS DEDOS NO QUEIXO,NÓS PENSANDO QUE ELE ESTAVA A PENSAR EM POESIA OU COISA ASSIM , E DE REPENTE :-AI É? E SE TU ESTUDASSES RAPARIGA?-ANDAM OS PAIS A FAZEREM SACRIFICIOS P`RA VOCÊS ANDAREM A BRINCAR?-NOSSA SENHORA DA AGONIA...
BEIJOS PARA A MENINA E CONTINUE A CANTAROLAR OS VERSOS DO AVÔ

De Catarina Vilela a 15.07.2008 às 08:51

Não fazia ideia que o "vozeco" (é assim que o trato carinhosamente!) fosse assim tão mauzinho com os alunos!!! Ele defende-nos sempre das nossas asneiras! Se calhar nunca contou aos seus alunos que era um aluno distraído nas aulas e um pouco maroto! Os poetas têm muitos segredos! Beijinho

De GISELA SANTOS a 15.07.2008 às 19:01

Era mauzinho sim, dentro das aulas: mas parece-me que era assim para quem estudava pouco,o que ás vezes acontecia.Depois fora das aulas até brincava com os mais velhos e ria muito , com um riso aberto como se fosse um aluno também , no meio dos outros.Depois mandava organizar festas no colégio, onde toda a gente recitava poemas lindos e distribuia-se doces e roupinhas de criança ,por familias mais pobres, cantava-se , era bonito em Mondim.Todos o adoravam e respeitavam ao mesmo tempo .Portanto , já vi pessoas piores... .beijo grande para a menina Catarina Vilelale

De to manel a 15.07.2008 às 14:52

Penso que se o Professor não está divulgado quanto devia, não é culpa dos antigos alunos , ou de as pessoas não estarem sensibilizadas para a leitura; mas mais possivelmente devido à própria vida de cada um ,as ocupações,aos livros não estarem ao alcance facilmente, enfim toda uma conjuntura.

De aquimetem a 15.07.2008 às 16:50

Seja pelo que for, a verdade é que merecia estar mais divulgado. E hoje existem muitos meios para o fazer, no local de trabalho, no café, em viagem ou ate no jardim. Lendo e falando de um livro seu. Depois quem não está habituado deve procurar habituar-se a ler diariamente pelo menos uns 5 ou 10 minutos, e se de boa leitura tanto melhor, ganha o corpo e o espírito. Mas tem lógica a tese do To Manel . Boa semana

De anonimo a 07.08.2008 às 11:53

SENHORA DA GRAÇA

Senhora da Graça
Senhora lá de cima,
Em perpétua assunção,
De velar todo o mundo:
Desde a mais alta penedia,
Ao recanto mais profundo,
De qualquer pedaço de chão.

Senhora da Graça
Senhora dos ìngremes caminhos
E carreiros,
De peregrinos,
Sentados, de braço dado,
Ou a correr lado a lado,
Pelas sombras dos pinheiros

Ai Pedra Alta, alta e escura,
Que em cruz abres os braços,
Para paragem e descanso,
Como quem procura
Uma Verónica ao meio do Calvário
E não para escolher o caminho,
Que esse é um só,
E vai direitinho ao Emaús do Santuário

Senhora de Mondim
de Pedra Vedra e de Atei
Do Bilhó e Fervença:
Vilar de Viando, Campos e Paradança;
De Vilar, Vilarinho e da Serra,
Com porta aberta em Sobreira
Senhora da nossa Terra,
Senhora da Graça, da graça pura e verdadeira.

De O LIVRO DE HORAS--Nelson Vilela

De GISELA SANTOS a 15.07.2008 às 19:52

Pois é, Sr.ToManuel!-Conhece algum livro do Poeta?-Se conhece, faça então o favor ,dado que não se encontram os livros facilmente, de emprestar a quem pense que apreciaria ; a algum amigo , namorada,familiar etc.Não me leve a mal.É a tal coisa que os antigos alunos , agora escritores também deviam fazer.Pensem que o sonho dum escritor é ver que o seu livro interessou ás pessoas, não é?Tenho a certeza que o Poeta distribuiu livros pelos seus amigos, ou não?-Queremos o bem os amigos ou não?-Olhe-me p`ra isto aqui:-
CAMINHADA INCERTA
Não sei que chão é este que piso,
Neste meu rápido caminhar:
Não sei se salto, corro, ou delizo
E a que praia ou fosso vou parar.

Só sei que levo os pés em ferida,
Sempre à procura de não sei o quê,
Que me leva o sal da vida
E me deixa nisto que se vê

Via tantos sonhos bulir cá dentro,
A subir como lava de cratera,
Mas vistas as coisas, lá no centro
É lume, apagado, de quimera.

Porquê correr mais? Pressa falaz!
O pricipio é mais longe que o fim.
Deus, não me deixes olhar para trás,
Para eu não ter pena de mim.
Do livro LIVRO DE HORAS DE NELSON VILELA

Está aqui a ver isto sr ToManuel ?-Sagrado.Quem escreve assim é um Deus.Eu quando saio do meu trabalho, sento-me a ler isto e obrigo a minha mãe a ler, mando p´ras amigas e digo-lhes:-Tendes que ler , este Poeta foi meu professor.

De TO MANEL a 17.07.2008 às 19:14

Pois acho que está bem visto;vou também fazer o melhor que puder .A cerca deste poema,é realmente muito bom.

De Ana santos a 15.07.2008 às 17:45

Quando as palavras se cruzam e entrelaçam a poesia nasce, como a plantinha que espreita o mundo numa manhã de orvalho!
Parabéns Nelson Vilela pelo carinho que dedica às palavras ao dar-lhes corpo e vida própria...
Continue a " brincar" com as palavras para que estas possam ser lidas, sentidas e vividas pelos afortunados que um dia as encontrem!
Um abraço

De aquimetem a 18.07.2008 às 11:03

Ora aqui temos nós alguém com cultura académica a avaliar com conta e medida o engenho e arte do nosso insigne poeta Nelson Vilela! Sirvo-me e repito V/Excia. para também saudar o Dr. Nelson: " Continue a "brincar" com as palavras para que estas possam ser lidas, sentidas e vividas pelos afortunados que um dia as encontrem". Bela apreciação!!!

De ALTINA a 16.07.2008 às 14:52

AMIGA GISELA A MEMÓRIA ATRAIÇOA- ME, NÃO ME LEMBRO DE TI. TAMBÉM FUI ALUNA DO PROF NO COLÉGIO DE MONDIM, SERÁ QUE TE PODES IDENTIFICAR MELHOR? DEIXEI MONDIM AO MESMO TEMPO QUE ESSE FAMOSO PROFESSOR, CONHEÇO- O MELHOR QUE NIMNGUÉM. FUITALVEZ UMA DAS SUAS MUSAS DE INSPIRAÇÃO POÉTICA. É SEM DÚVIDA UM GRANDE POETA, UM BOM PAI,OPTIMO AVÔ E MARAVILHOSO MARIDO. UM BEIINHO

De GISELA SANTOS a 16.07.2008 às 20:01

Boa tarde minha Senhora, ainda bem que se completa o poio familiar ao nosso Poeta. Por aí se vê ,que realmente são uma grande familia.
Pois será uma honra para mim fazê-la recordar quem eu sou, claro.
Muito grata pela vossa atenção, e ficam aqui os meus respeitos a todos.

De aquimetem a 18.07.2008 às 14:06

Dos muitos comentários até ao momento feitos a este post que consagrei ao Dr. Nelson Vilela, vou-me atrever a publicar um que fora deste espaço, encontrei ontem, algures, que não vem a propósito revelar aqui. Ora, observem-no : " Apenas para dizer que o Nelson Vilela é um dos raros transmontanos em que o seu valor literário e a sua humildade se agigantam. Além da sua humildade tem uma grande dose de timidez que o faz passar despercebido dos media e de grande parte da sociedade.
Tenho o privilégio de muito ter aprendido com ele. Com os seus conselhos e, também, muito com com os seus silêncios. Não é fácil encontrar um Homem de Letras e da Cultura tão discreto.
Mas o que me motiva e admiro mais é o estímulo que me tem dado.
Por exemplo, anda para aí tanta gente a falar de Miguel Torga, alguma gente que em vida até lhe cortava na casaca e agora trepa-lhe pelo cadáver para se tornarem mais notados. Mas das pessoas que podia falar sobre a obra do Poeta da Montanha, é Nelson Vilela. E ninguém o procura, mesmo a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Outro caso paradigmático é António Cabral. Em vida foi esquecido e até menorizado e são os mesmos que lhe estão a moer os ossos. Nelson Vilela era um dos maiores amigos de António Cabral mas ninguém lhe pede para falar sobre o Grande Poeta do Douro.
Vou-me calar dizendo que Nelson Vilela é uma das maiores figuras transmontanas vivas, apesar de ser quase um ilustre desconhecido
Jorge Lage"

De Paula Lança a 21.07.2008 às 17:30

Olá!-Lamentálvelmente Portugal tende a desbaratar os grandes valores;vem sendo já um hábito:
O DAS QUINAS

«Os Deuses vendem quando dão
Compra-se a glória com desgraça
Ai dos felizes, porque são
Só o que passa!» mensagem


Os que mandam
É que vendem tudo quando dão...
Corações largos
E mão aberta.
Até das lágrimas dos de nada ter
Fazem questão de ser oferta.

Dão o que lhes deram
E não podia, por herdado.
Só que habituados a ter
Não souberam
Possuir o que com honra foi doado

E o que no sacríficio de sangue
Foi tido
Na desavença foi dado,
Como se fosse devido
Por presságio de mau fado...

Ó mar salgado, quanto do teu sal,
São lágrimas de Portugal!----Mensagem

Do SAL E AS LÁGRIMAS de NELSON VILELA

São


De aquimetem a 21.07.2008 às 19:57

Aqui além das felicitações pelo vosso comentário à volta do" SAL E AS LÁGRIMAS" que Poetas como o Dr. Nelson com raro talento exaltam, também a mim o apelido da Paula me fez regressar aos meus tempos de menino e moço quando em Mondim conheci com esse apelido o saudoso Dr. Lança. Se é da família, os meus redobrados parabéns

De jts a 28.07.2008 às 17:02

Obviamente, que também eu não poderia ficar indiferente, à riqueza dos comentários tecidos pelos antigos alunos, em volta da figura extraordinária do Prof. Dr. Nelson Vilela.
Em Abril passado, e também pela grande amizade que nos une, desde a primeira vez que chegou a Mondim de Basto, tive a honra de o convidar, assim como a todos os professores do antigo Externato de Nossa Senhora da Graça, para estar presente numa homenagem, que a Junta de Freguesia quiz prestar aqules que por obras e valores de todos conhecidas, fizeram de Mondim, uma terra mais culta. "Contar, Cantar e Pintar Mondim", ficará para sempre gravada na memória de todos, como uma jornada de cultura, um encontro da história do passado com o presente e o reconhecimento desta terra, a quem dela, deu o melhor de si.
Mas, neste espaço que em boa hora o meu amigo e conterrâneo "Costa Pereira" , criou para homenagear o grande poeta, "NELSON VILELA", gostaria também de apresentar em pequeno poema, que ele publicou no seu livro, "Mar e Sombra", já lá vão 46 anos e que me tocou de modo muito especial:
Dizia o poeta, a quando da oferta que me fez dessa obra: Ao Zéca Barroca, oferece o autor, Nelson Vilela. E disse mais:

INÉDITO:Todos nós somos dois mundos
Dois sonhos e ilusões
Dum lado espírito, dentro a sombra
Um em prece, outro em maldições...!

E desta obra, o poema da minha vida:

A Luta

Escrevo...escrevo sempre.
Mas, às vezes, escrevo e choro!...
Estou doente...
Todo o meu eu me doi.
As minhas artérias gritam em coro
E choro
Porque o meu "eu" de outrora se foi...

Calor insuportável.
É a febre a minar-me a alma.
Que vida esta,
Ó Lázaro miserável!...
É um forno a tua testa
E os teus dedos crispados
São fogos - fátuos ignorados
Da luta de que nada resta.

E dizem que os poetas
Não sentem o que dizem!...
E dizem que os poetas mentem!...
Ah! os poetas sentem o que dizem;
O que não dizem, é o que sentem.
Têm uma triste herança;
O melhor que lhes vai dentro
Não o dizem,
Que a expressão o não alcança...


Obrigado Professor Nelson, por toda esta riqueza, que me deu...
E obrigado "Costa Pereira", por com esta tua porta, nos proporcionares, homenagear, este homem extraordinário, que tivemos a sorte de ter na nossa terra.
Um grande abraço a todos e os meus cumprimentos muito sinceros, à D. Maria Altina, aos seus filhos e seus netos, que já são a semente da cultura Vilela.

Teixeira da Silva


De Isabel Maria a 29.07.2008 às 18:43

Linda esta homenagem ao Poeta, belo o poema e forte ao mesmo tempo,demonstrando também a grande sensibilidade da pessoa que no lo proporcionou.Este blog dá gosto espreitar.
Que Deus continue a iluminar este escritor.
Um grade beijo ao sr. Teixeira da Silva

De jts a 29.07.2008 às 21:29

ISABEL MARIA, não sei se é antiga aluna do Dr.Nelson ou se é apenas uma amiga, cá da região; seja como for, fico contente por verificar que haja tanta gente interessada em homenagear o grande poeta, com os seus comentários de saudade e gratidão,pela honra que ele - Dr. Nelson - nos concedeu de termos sido seus alunos.
Espero que se faça justiça e no futuro se reunam os seus amigos, para lhe prestar uma homenagem digna e verdadeiramente concentânea com o seu valor de professor e homem bom...!
Minha amiga, obrigado pelas suas simpáticas palavras e continue a espreitar a cultura, que é a grande força do futuro.
Um abraço, Teixeira da Silva.

De Isabel Maria a 30.07.2008 às 19:59

Olá Sr.Teixeira da Silva!
-Grande ideia essa da reúnião de amigos do Poeta, e com pernas para andar.
Quanto a quem eu sou, basta ser transmontana.
Citando um grande amigo do Dr.Nelson Vilela , um distinto Capitão e escritor também, Dr.Jorge Lage, que já aqui veio.demonstrar-lhe o seu apreço:-"Ser transmontano é uma religião que só aceita ter acima ,a religião católica, que se tem que defender, com vitórias e derrotas: mas nunca desistindo, ser transmontano é honrar a memória dos nossos ancestrais e as raízes telúricas que nos legaram.Ver um transmontano é ver um amigo, alguém que nos é proximo."
Ora, é por isto tudo que estou agora aqui.
Quanto á tal reúnião, se o amigo começar a pensar, ela logo acontece; o senhor também é transmontano.Saudações transmontanas!...

De jts a 30.07.2008 às 21:35

Não tenho palavras para agradecer, a todos quantos, se têm interessado por esta janela, através da qual nos tem sido possível, falar do grande poeta, Dr. Nelson Vilela.
Mas, a minha maior gratidão, obviamente que vai direitinha para o COSTA PEREIRA, proprietário deste "blog", que em boa hora nos quiz oferecer a todos.
Minha cara amiga, ISABEL MARIA, realmente ser Transmontano ou Trasmontano, é uma honra que não está ao alcance de todos.
Tivemos nós a sorte de nascer nesta província sagrada, onde eu aprendi a dizer duas coisas:
Para cá do Marão, mandam os que cá estão;ou então, dizer que os transmontanos, são dos que "ANTES QUEBRAR QUE TORCER", por ALEU, sempre avante.
Falava-me para eu levar por diante a ideia da homenagem ao grande poeta; sou amigo dele, desde há 48 anos e nunca deixarei de o ser; oportunamente, terá notícias desta ideia.
Um abraço amigo do,
Teixeira da Silva

De Carla Vilela a 31.07.2008 às 11:12

Não posso ficar indiferente a todos estes comentários em torno do meu pai, enquanto poeta, professor e pessoa! Fico feliz por saber que, apesar da sua gigantesca humildade (como alguém disse tão bem), é uma pessoa reconhecida e apreciada muito além do seio familiar. Na verdade, entusiasmou-me esta ideia de se lhe prestar uma homenagem! É que, no nosso país, infelizmente, este tipo de acções só se realizam quando as pessoas visadas já cá não estão para receber o merecido aplauso e abraço dos que os admiram. Eu sou a favor de que não devemos jamais desperdiçar a oportunidade única de dizermos a alguém o quanto a apreciamos e valorizamos o seu trabalho, por isso contem comigo para esse magnífico encontro!

De jts a 31.07.2008 às 18:06

CARLA...!
Pode desde já contar também comigo, para realizarmos oportunamente, a festa do poeta "Nelson Vilela".
Não tenhamos pressa, para que as coisas não sejam feitas no ar.
Vou contactar com os antigos alunos e professores, que obviamente serão os primeiros, a desejar participar na festa.
A seu tempo, lhe darei notícias.
Cumprimentos à D. Altina e ao Pai.
Teixeira da Silva

De Maria da Graça a 01.08.2008 às 19:27

Olá a todos!-Obrigada ao senhor Costa Pereira!-Aqui está este grande senhor a provar que é mais que certa a definição sobre os transmontanos, do sr.Dr.Jorge Lage .
Quero aqui expressar a minha gratidão e admiração ao Professor,ao Escritor e à sua lição de vida através da simplicidade e humildade.Agradeço que desde já ,contem comigo para a homenagem ao Sr.Doutor Nelson Vilela.Tenho a certeza que há muitos amigos, que não gostam de falar para computadores e coisas deste género;mas que ao serem contactados ,não só concordam como vão aplaudir, ou não fosse já o Poeta considerado um Mondinense, depois de ter entrado na quinta dos Machados para testar os pêssegos e se ter lançado de pote do Salta-carneiros, no Tâmega, e de ter aquela trabalheira toda a explicar, as velas pandas, os carros de bois,com as malgas de marmelada, tudo carrapitado nos postigos das varandas, da rua das Lages, do Ginho , em Mondim de Outrora.É ponto assente que é um mondinense.Obrigada.
Eu não tenho poema para deixar aqui ao Professor; mas ouvi ,que gosta de António Cabral, que era amigo e vou deixar um pedacinho do livro que por acaso pedi no netbila,nestas coisas da net, sem saber se seria ouvida ,e recebi o livro enviado pessoalmente pela sra.D.Alzira Cabral,o que me deixou ,muito sensibilizada.Obrigada á Senhora também.

De O Rio que Perdeu as Margens ANTÒNIO CABRAL

A Rola Distraida
Pousas-te naquele esteio, saíste e voltaste a pousar, sei lá se ironicamente, só para me dizeres que não sei voar.O que tu não sabes é que te acompanho desde a velha oliveira do cômoro onde me ficou uma fresta vigilante dos olhos.
Os olhos também crescem e rapartem-se aos bocadinhos pelas coisas e paragens, quando as vêm com gosto, pegando então nelas e guardando-as bem dentro de si onde continuam a luzir à beira dum sítio verde chamado alma, até que...Ouves tu, ó minha rola distraída?Não fujas, oh! não me fujas também.Caramba!.não sou nenhuma gaiola.

Beijos para a Familia Vilela toda

Maria da Graça Borges de Matos

De Nelson Vilela a 02.08.2008 às 19:56

Por mais que me enamore do silêncio que esta terceira idade me estende como neblina da tarde, sou forçado a abrir ainda as portas do coração, para, ao menos, estender as mãos agradecidas a quem me tem dirigido tantos mimos, que, sinceramente, não mereço.
Vamos por partes: amor à terra que nos viu nascer e crescer amando-a, esse elogio, acho que mereço. Eu o confesso:
Minha terra é outra, lá longe,
onde, serra acima, ovelhas e neve
bordam tudo de brancura...
Onde Deus, sem mar, imaginou
mastros e caravelas
E onde pedras e estrelas
Dormem à mesma altura.

E sou doutros mundos
"Dum Reino Maravilhoso"?
Talvez...
Se é maravilha, mesmo esquecido,
Sempre orgulhoso
De ser português.

É de lá que eu sou:
De entre serras, que rios
Cortam às tiras,
E orgulho tenho de nascer assim.
Podem rufar tambores, arraiais e viras
É de lá que sou...foi de lá que vim.

ou ainda
Sacudiu-te um raio, lá de trás da serra
E, aí vieste tu, Adão de Novo
Aos trambolhões ...
Oh! Homem tímido mas de sangue quente!
Se Eva houve, foi para ser da gente,
Por que hás-de, pois, mendigar perdões?...
do livro Sempre em Caminho

A terra da origem, a terra da gente é sempre o ninho que cada andorinha recria e cria em cada primavera, sempre no mesmo beiral; a terra da gente é sempre a imagem, mesmo no lusco-fusco da vida, do beiço, dos braços, feitos leito no embalo da nossa mãe: "dorme, dorme meu menino
que a mãezinha logo vem"...
e não é que vem mesmo na labareda da saudade?...
Disse eu que ia por partes. Então vamos à segunda, até para fugirmos ao sentimentalismo do "Paraíso Perdido".
Que hei-de fazer eu para agradecer ou obsequiar tanta coisa linda e emotiva, grandemente exagerada, embora, que este blog tem dito de mim, pobre, "dez reis de gente", desde Costa Pereira, meu companheiro de outras lutas, de há meio século, em redor de Nossa Senhora da Graça - a Estrela da manhâ - que enlaça Minho e Tás-os-Montes, passando pelos meus antigos alunos, a quem a todos saúdo na pessoa da Maria da Graça Borges de Matos. Deixo para o fim dois nomes: o Jorge Lage e o José Teixeira da Silva.
O Dr. Jorge Lage é um conhecido e reconhecido jornalista, escritor, homem de acção e da cultura, transmontano de "antes quebrar que torcer".
O José Teixeira da Silva (para mim Zeca Barroca)-trepando do fundo da calçada, subiu ao topo, não cansado, não vencido, mas vencedor, do nada se fez o homem que hoje é - um mondinense culto, activo e um grande animador dos eventos culturais da terra.
Por que falo, em especial, destes dois homens das letras?
Tão só para dizer que as suas, opiniões sobre a minha pessoa, têm de ser bem crivadas, dado a grande amizade que me dedicam, a quem, como é meu dever, retribuo.
Para terminar, transcrevo o comentário - apreciação do meu livro "O Sal e as Lágrimas" feito pelo meu querido professor de Literatura - Padre Ângelo Minhava:
O SAL E AS LÁGRIMAS
A Mensagem meio século depois
Por P. Minhava
Nélson Vilela é um escritor transmontano, mais precisamente natural de Vilarinho da Samardâ, pequena aldeia onde o grande Camilo Castelo Branco passou os dias mais felizes ou menos infelizes da sua vida. Pequena lhe chamei eu, mas grande lhe pudera chamar, dado o número e a qualidade de "seus filhos ilustres".
O Dr. Nélson Vilela, que lecciona lá por terras do Minho, após outros rumos e paragens, é e sempre foi um poeta de grande vibração e poder expressivo. A sua poesia é bem portuguesa, sobretudo quando se deixa levar nas asas da saudade. Isso, porém, não impede que o lírico tenha por vezes outras modalidades, sabendo-as tratar com objectividade e destreza.
Homem de raras qualidades, mas muito modesto, podia, se outro fora o seu temperamento, impor-se no arraial das letras... Conhecendo-o muito bem desde os seus verdes anos, devo dizer agora que fiquei surpreendido com a sua audácia em parafrasear a "Mensagem" de Fernando Pessoa!
Sim, este livro (O Sal e as Lágrimas) é um alternar contínuo dos versos de Fernando Pessoa e as paráfrases poéticas de Nélson Vilela. Uma salmodia histórica e patriótica em dueto. Percorrem os dois, pari passu e de mãos dadas, os caminhos ...

De Nelson Vilela a 02.08.2008 às 20:07

cont )
...de Portugal desde os alvores da nacionalidade até aos últimos tempos...que não serão os tempos últimos.
E o certo é que Nélson Vilela aguenta a caminhada: mostra-se agradável companheiro de viagem, um novo telémaco sob a égide de um novo Mentor!
Creio ser este um dos melhoramentos dos doze livros do autor.
A capa (obra de José Ramos) com a figura vaporosa e expressiva do Adamastor empresta-lhe um brilho excepcional.

"Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena".

Comentário de Nélson Vilela

Tudo valeu a pena,
Se entre os destroços
Do quebrado canto,
Sem glória nem história para contar,
Viver fulgente e com beleza, Madre Língua Portuguesa
Para entender-se, florir e amar.

Só por isso valeu a pena
E redime erros nossos
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cont ) <BR>...de Portugal desde os alvores da nacionalidade até aos últimos tempos...que não serão os tempos últimos. <BR>E o certo é que Nélson Vilela aguenta a caminhada: mostra-se agradável companheiro de viagem, um novo telémaco sob a égide de um novo Mentor! <BR>Creio ser este um dos melhoramentos dos doze livros do autor. <BR>A capa (obra de José Ramos) com a figura vaporosa e expressiva do Adamastor empresta-lhe um brilho excepcional. <BR><BR>"Valeu a pena? Tudo vale a pena <BR>Se a alma não é pequena". <BR><BR>Comentário de Nélson Vilela <BR><BR>Tudo valeu a pena, <BR>Se entre os destroços <BR>Do quebrado canto, <BR>Sem glória nem história para contar, <BR>Viver fulgente e com beleza, Madre Língua Portuguesa <BR>Para entender-se, florir e amar. <BR><BR>Só por isso valeu a pena <BR>E redime erros nossos <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Qu</A> má fortuna nossa <BR>Nos doou. <BR>Pois se a nau as praias já não roça, <BR>A fala do nauta e do poeta, <BR>Essa, é de todos e ficou. <BR><BR>(Texto publicado em "A Voz de Trás-os-Montes ", 14/11/1996)

De jts a 02.08.2008 às 22:02

Este blog, lembra o "Pai Eterno", quando de dispôs a fazer o mundo...
Ao terceiro dia, disse: rasguem-se os céus e haja luz e a luz iluminou o mundo...
O Prof. Dr. Nelson Vilela, apesar de ser já noite cerrada, iluminou o nosso espírito, com uma extraordinária aula, como só ele sabe dar.
A língua portuguesa, a poesia, e a confirmação do seu amor a Mondim, foi o tema que escolheu.
Os seus antigos alunos, voltaram a ser crianças e com redobrada atenção, saciaram famintos, a ceia da sabedoria, que o Mestre pôs na mesa, para todos nós.
Quem sou eu para comentar, o que não sei comentar...
Apenas sei, que tudo oo que sei da língua portuguesa, aprendi no velho Externato de Nossa Senhora da Graça. Nesse tempo ( já lá vão 40 anos), o tempo não tinha tempo...por isso eu sou desse tempo, em que o tempo chegava para fazer tudo:
Estudar, conversar, jogar a bola, e até cantar o fado, para não falar dos opíparos "arroz de frango", que em tempos de lazer, se deglotiam na companhia dos melhores amigos.
As minhas felicitações, muito sinceras, Professor...
Gostei muito, mesmo muito, que tivesse participado também neste blog, que contém pequenos pedaços de alma e um sentimento infinito, dos seus alunos e dos seus amigos.
Um grande abraço.
Teixeira da Silva


De Maria da Graça a 07.08.2008 às 12:49

Olá ,srJosé Teixeira da Silva !
Tinha que cá deixar ao senhor,o meu muito obrigada.
Em primeiro lugar, por ter na sua livraria da zona verde em Mondim, os três primeiros livros,que li, do nosso Poeta, em segundo lugar, porque sinto que o Sr.em Mondim, é uma candeia que vai á frente e alumia duas vezes; e terceiro, para o felicitar pelos seus livros:»Contos Populares da Minha Terra» e »Acreditei» do qual este verso que é muito real e me tocou:

"MORTE"

Morte...!
Chegas às escondidas e
Nunca dizes quando vens!
Aproximas-te invisível,
Traiçoeira e macabra e,
como ferro em brasa,
Trespassas nossos corações
Tangidos de dor.

Vulcão
Em lava
Vazando a alma e
Varrendo tudo em
Teu redor.

Oh morte estúpida
Que não paras de
Perseguir toda a gente
Sejam ou não inocentes...!
Todos arrastas
Sem piedade...
Inclemente
Aberrante,
Cruel e infernal...

P`ra ti,
Tudo está mal...
A vida despojada dos corpos
Segue a eterna caminhada
Por vales indefinidos--
Até um dia...

Irmã morte,
Ao menos uma vez
Sê consciente,
Não mates a toda a gente
Altera a tua lei...

E, porque hoje
Não me ouviste,
Ficarei assim mais triste
E....
Nunca te perdoarei..."!

Do livro "ACREDITEI..".
JOSÉ TEIXEIRA DA SILVA

Só hoje conheci estes livros.Um grande beijo para o Senhor, e ainda bem que é esse amigo...de todos.

De jts a 07.08.2008 às 17:09

Maria da Graça Borges de Matos...!
Não será - digo eu - este blog, o local ideal para farmos da nossa infância e da nossa família.
Mas, as tuas palavras tão cheias de amizade e carinho, não me deixaram alternativa e tenho que falar, um pouco de nós.
Sabes, Maria da Graça, a tua mãe - D. Alzira, a quem aproveito para cumprimentar - era a melhor amiga que tinha a minha mãe. E ainda tenho uma fotografia, das duas amigas tirada no Outeiro junto às fragas, pelo teu tio Armando Borges, já lá vão una bons sessenta anos.
Quando o teu pai namorava nas escadinhas, junto à loja da tua avó, era eu que levava os recadinhos, porque o teu pai, era um excelente músico da Banda Mondinense de que eu também fazia parte e era dirigida pelo teu tio António Reis.
Lembro-me do casamento dos teus pais, porque véramos vizinhos, porta com porta...
Que saudades eu tenho desse tempo, Maria da Graça...
Havia mais respeito, melhor educação, mais humildade e principalmente o reconhecimento de todos nós, por quem nos fazia bem.
Obrigado pelas tuas palavras, que ma encheram de vaidade...
Eu não sou um escritos, longe disso... vou escrevendo umas coisas, enquanto se me não apaga a memória.
Além dos dois livros que citaste de minha autoria, há o primeiro, que é a história da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, onde ainda trabalho. Uma obra que contempla toda a história desta Associação, desde a sua fundação, até hoje.
Tenho mais alguns projectos em mente, que gostaria de realizar antes de um dia ser chamado à casa de Deus. Veremos.
Um beijinho de grande consideração e amizade.
Teixeira da Silva

De jts a 07.08.2008 às 17:14

Correcção: "onde se lê FARMOS, na 2.ª linha,
deve ler-se, FALARMOS.

Teixeira da Silva.

De Maria da Graça a 07.08.2008 às 20:17

Sr.José Teixeira da Silva, é claro que me fez choramingar um bocadito, falando do namoro dos meus queridos, Zeca Matos e da Zirinha, o primeiro largou-me de repente depois de me ensinar as tabuadas todas e os ossos do corpo humano, e ainda não me recompuz,foi o que se chama de amor mal resolvido,a segunda tem 83 anos, é a minha companheira, manda e desmanda e planta as couves para o caldo verde dela, de enxada em punho.tem quintal.Fiscalizou-me toda a vida e continua, e andou-me nessa vida de enviarem bilhetinhos, e já nesse tempo!...Velhaquinha...
Eu lembro-me muito bem da Sra D. Quinhas sua mãe e do seu pai o Sr.José, eu ia lá muito a casa ao Escourido,às fragas;era tão bom.O Poeta que nos desculpe; ele também é uma pessoa tão humana, e além disso precisa saber com quem anda a lidar, não é?
Eu já li o seu livro de contos e também me sinto lá dentro dele.A capa , é o que se avista das escadas da minha avó da rua velha, já o menino Bigé tinha desenhado no livro do Ginho;-o Manel Comica , andei a dançar com ele,pois ele estava sempre na casa da tia Rosa, o Sr.Oliveira dos tecidos, prantava-se na minha avó Marquinhas e toda a gente ia lá buscar os tecidos , mesmo a Sra.sua mãe,o Zé do Eiró e a histório do petróleo, também me lembro,o Abilio Cego com a varinha de oliveira, os olhos dele eram vivos e escuros e notava-se neles inteligencia, a prof.D.Palmira era prof. de um dos manos, a casa do Rêgo era a minha Casa de Trás-Montes , estava lá sempre, ca minha amiga do peito Rozinha e as suas manas todas,mais a D.Adelininha sempre com paciência para nos aturar;Lembro-me sim dessa beleza toda de sentimentos puros que era Mondim e ainda é ; pois as novas gerações vão ficando com o testemunho dos vossos livros e vão ter orgulho em seguir, pelos mesmos carris, tenho a certeza.
Parte das pessoas que estão fora ,é porque a vida as obriga; mas a alma está lá.Eu tenho muito amor e respeito a tudo que é da minha terra.Além disso, dormi mutas vezes na Sra da Graça com a minha avó,quando iamos arranjar os altares ,lembra-se?-Tenho Mondim e os seus valores,sempre no coração.
Gostei de comunicar com o Senhor e espero que possamos divulgar nem que seja um pouquinha a obra do Sr.Director Nelson Vilela.Um abraço
Sempre ao seu dispor
Maria da Graça

De maria da graça a 08.08.2008 às 23:27

corrigir as palavras: Rosinha e Recompus

De Anónimo a 05.08.2008 às 15:17

Tributo ao Sr. Doutor Nelson Vilela


Não tenho por hábito meter-me com quem não devo. Tão pouco me sinto adestrado a manobrar nestas modernices. Nada que, com algum trabalho mais, se não resolva. Meter-me com quem não devo?! Mas não devo eu meter os pés a caminho para acrescentar ao extenso rol de merecimentos de "Um Senhor" mais uma gotinha, ínfima que seja, por demasiado humilde? Mas é claro que devo. E, por isso, aqui estou! Por dever, obrigação, respeito, admiração e devoção à obra literária que conheço. (Apesar de não possuir os primeiros exemplares que manuseei, li e reli à conta de meu irmão Zéca. E ao Homem que, investido nessa função de investir, me habituei, desde os meus doze anos, a seguir respeitosamente como quem vai em busca de algo que sabe certo. Não me livrei de muitos estalos e reprimendas, mas tudo foi necessário e, não duvido, pecou por defeito. Foram poucas, como digo, hoje, aos meus filhos. Em tudo na vida temos que dar testemunho, não é assim, Sr. Doutor? Não posso chamar-lhe, antes, Sr. Director? Não sei porquê, mas ficou-me cá este hábito de vários anos. E foi criando raízes. Pois aqui me tem. O Sr. foi tudo: professor dedicado, exigente, disciplinador, amigo, treinador e colega no campo da bola. Estávamos nós, alunos, sempre à espera da visita de seus irmãos, Drs . Mário e Fernando para darmos o litro numa tarde bem passada no Monte da Barca.) Foi muito mais que isso mas não quero açambarcar um espaço que é de todos e, depois... as minhas limitações não me permitem expressar como quereria o quanto lhe estou agradecido. Eu, todos os que lhe passaram pelas mãos e Mondim no seu todo pois o Externato, o Colégio, foi uma lufada de ar fresco com que o Sr. Director se dignou brindar as nossas gentes. Sem isso, sem ele, Mondim estaria, seguramente, mais pobre, intelectualmente mais diminuído Hoje, a mobilidade é geral e facilmente conseguida. Ao tempo, era, definitivamente, impossível sair da nossa terra, quanto mais para estudar!... E os meus ex-colegas sabem-no bem. Estava muito longe a Europa e os seus milhões. Agora, falo um bocadinho para os ex-colegas do Externato de Nossa Senhora da Graça. Tomei conhecimento do blog por uma dica que a Graça Matos (beijinho para ti) deu à minha mulher Filomena Rodrigues. Depois foi só espreitar a janelinha e... cá estamos todos ligadinhos por um fio. Este movimento foi iniciado pelo senhor Aquimetem , que não conheço pessoalmente e vai prosseguir por inércia. Compete-nos a nós, seus ex-alunos, chegarmo-nos à frente para que esta realização, (não gosto da palavra homenagem inserida no contexto) que só peca por tardia, vingue, tenha sucesso. E, porque o caminho se faz caminhando, iremos conversando. Mas lá diz o refrão: "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje". É tempo de irmos passando a mensagem.

Nelson Barroca

De Maria da Graça a 06.08.2008 às 13:47

Olá Nelsinho!...Meu querido colega de há tantos anos,(ainda foi ontem); foste sempre assim, sempre o mais calado, o mais certinho, um ás a matmática sempre com a resposta certa.Achei graça ao chamares o nosso Poeta, de Sr.Director do nosso colégio ; é que ainda me refiro a Ele assim,depois engasgo-me e lá digo Sr.Doutor; mas para mim o sr.Doutor era o Dr.Valdemar,nosso saudoso professor,espero vê-lo nesta reunião;também não gosto da palavra"homenagem".
Sabes?-quando queria explicar quo o nosso Director tinha qualquer coisa de especial, lá vinha a palavra carisma,magestoso...e agora pimba, lá vens tu outra vez com a palavra certa: O Sol, é isso; sentia-se em Mondim essa luz , nunca mais foi como até aí, as pessoas deram um pulo tanto na cultura como nos hábitos de ver a vida; e é claro que nós fomos quem mais beneficiou de perto com essa luz,por isso digo mesmo, que fomos uns priveligiados.
Quando falas emocionado de Nelson Vilela e dos seus
queridos irmãos Dr.Mário ,Dr.Fernando e também da Dra.Conceição, eu atrevo-me mesmo a afirmar , que nós tinhamos vaidade e orgulho de lidarmos com eles. E ainda a temos!...Eles são especiais mesmo.
Pois; mas eu estou a ver, é que tu herdas-te do nome Nelson, ou do Sr.Director, o jeito para escreveres tão bem,és empre o maior!
Espero que a tua Mena esteja bem para vir á nossa reúnião,saúde para ela.
Até á festa do Professor!
Beijos da Graça

De Anónimo a 08.08.2008 às 12:15

de ENTRE URGUEIRAS E CARQUEIJA -Histórias de meninos,hoje, já homens feitos, passadas em Vilarinho de Samardã,"Onde os rios cortam ás tiras as montanhas,e onde Deus imaginou Mastros e Caravelas e onde pedras e estrelas dormem á mesma altura, e é de lá que Ele é!...PARABENS AO NOSSO POETA!!!

...Ainda há tempos o Manuel Armindo e o João Manuel, conversavam em segredo:-Qual vai ser o nosso programa para este fim de semana?-Qui saber o da Bouça.-Estamos a precisar de fazer uma patuscada, um galo ou um coelho e arroz daquele a fugir, daquele malandra a condizer conosco, propõe o João.
-E onde caímos desta vez?-interroga o Armindo com a saliva a sair-lhe da boca?
-E se fossemos ao pilha, ao galinheiro ou á coelheira da prima Glória Alves?
-Bem como é prima, fica tudo em casa e quase não
é pecado, concorda o Armindo, e acrescente:mas a coelheira é mais escondida,fazemos o serviço com maior segurança...
-Pois está feito, é para lá que vamos.A conversa acabou ali, até que sábado os assaltantes à hora combinada, lá estavam já a subir o calço do quintal dos Alves, pelo lado mais escuro e de borregas, por entre couves e favas em direcção à coelheira.O Armindo ficou á porta de guarda.Ás tantas aparece o João Manuel com um enorme coelho a esgaratujar e a maldizer a sorte daquele momento.Primeira reacção do Manuel Armindo:-Éh! Valente!...Mesmo no escuro soubeste escolher!Bela peça!...
Mas depois , examinando a presa com mais precisão,lamentou por entre dentes:
-Porra, João Manuel, este não!...Este é da minha mãe , é o macho da casta!...Emprestou-lho para cobrir as coelhas!-O assaltante caçador quase não conteve uma risada aberta,voltou ao fundo do cortelho, e operou a troca, suspendeu o bicho pelas patas de trás, uma sapatada sêca rente ás orelhas para evitar chiadas denunciadoras, e ó pernas para que vos quero ruma á patuscada....
O pior é que era tempo de Quaresma e havia que ir á desobriga, e ali tudo se saberia, só se viesse um padre de fora...

Do livro Entre Urgueiras e Carqueija
Um belo livro para dar risadas De Nelson Vilela
Desejamos todos, um dia muito feliz 08/08/2008


De Nelson Barroca a 08.08.2008 às 21:51

No palco da vida desce o pano sobre mais um dia. Que é apenas um dia, não mais que isso. Seria tão só mais um dia. Seria... Não fosse a data que marca, que imprime, indelével, a marca que fica. Oito do oito de dois mil e oito. Os chineses chamam-lhe não sei quê que dá sorte. Abriram os Jogos Olímpicos esperando esta data. Pelo Natal, nos Bombeiros, cantaria a sequência 8+8 de outro modo. Macaquice!... Razão aos chineses, tantas vezes irracionais... Que sorte termos connosco quem nos gerou, seguiu na gestação e nos viu parir para o mundo. Venha daí comigo Senhor Director! É só um copo... é dia de festa. Celebremos. O que peço para mim lhe dou em dobro... ou ainda mais. Saúde. Peça o que quiser; sirva-se, é o seu dia! Um abraço.

Nelson Barroca

De anónimo a 09.08.2008 às 13:08


CARTA AO MENINO JESUS

Nasci , há dois mil anos,
Num barraco velho e tosco
De pastores e animais...
Cresci, vivi convosco,
Mas não volto a nascer assim
Nunca mais.

Já sei que a vossa crendice
Que é fé,
Infundada e infinda,
Me questiona e interpreta mal:
"Se assim é,
Onde está o meu Natal?
Mal valeu a tua vinda!...

Ó homens de pouca fé,
Lede bem, neste tempo,
Os sinais novos do Profeta do Senhor!
Eu continuo a nascer,
Talvez noutra cor.
Não me procureis
Em Presépios perfumados
Mas nos braços nus e cansados
De qualquer mãe de Angola ou de Timor

Do Livro -LIVRODE HORAS-Nelson Volela

De Anónimo a 09.08.2008 às 13:18

POETA É TANTA COISA

Que vergonha!
Querer o Poeta ser poeta,
Por respigar palavras
Que cola
Na macieza do papel!...
Então o que é a abelha,
Que de corola em corola
Incendeia amor e faz o mel?

E o lavrador
Que, campo fora,
Torneia terra ao sabor
Da enxada e da semente?
Que poesia mais pura
Que essa fruta a haver
E a prometer
Doçura
Na boca da gente?

Livro de Horas Nelson Vilela

De ANÓNIMO a 13.08.2008 às 17:55

SEMPRE EM CAMINHO

Só morre quem quer,
Só pára quem dobrou
E mais não quer dobrar
Cabos de Tormentas,
Já passados,
E,
Sem mais nenhuns, para inventar.


Pode amadurecer-me a alma,
Pode apodrecer o fruto,
Que clareiras hei-de abrir,
Ainda que sozinho,
A eito,
A esmo,
Sempre insatisfeito.
Mas sempre eu mesmo,
Sempre ... EM CAMINHO
----------//---------

O INSTANTE CAPTADO

A vida é sempre o instante
Que se não agarra,
Nem cabe
Em qualauer medida vã.
É
Sem ontem, nem hoje, nem amanhã.

A vida é o fluir
De mares sem nascentes
E rios sem foz:
Pedaços de lágrimas e gritos,
Sonhos e infinitos,
Terra e céu que somos nós.


NELSON VILELA/Do Sempre em Caminho



O VERSO,desde a mais obscura à mais cintilante poesia, não é uma condição fronteiriça.A poesia não precisa de passaporte.Nem desse nem doutro.
Assentemos nisto: a poesia não tem fronteiras.Quem pensa o contrário não faz a minima ideia do que seja esta água que nasce da terra num ponto minúsculo e, antes de chegar ao mar, sobe pelas margens, de vinha em vinha, de trovisco em trovisco, de capela em capela, de olhar em olhar, de penhasco em penhasco, desfile orgíaco, de porta em porta, galáxia em galáxia, dúvida em dúvida, por avenidas, vielas, hesitações e taludes, violências, lentidão, até cair do outro lado e andar, andar, até onde ninguém mais a vê.
Este rio com sua púrpura decadente é mais verdadeiro do que a história e não cabe dentro dum nó.


ANTÒNIO CABRAL




De nelson a 15.10.2008 às 21:25

Maria da Graça há muito tempo que não visito o blog , tenho de confessar-te que prefiro a caneta ao computadorpois este até me tira inspiração, embora aprecie quem o usa com tanta facilidade e entusiasmo. Tenho que agradecer à Olinda tudo o que refere a meu respeito. Lembro-me muito bem dela e da sua filha. Como dizes Braga e Mondim estão mais prróximos pelos laços dos meus alunos.Um abraço. Até breve.

De maria da graça a 16.10.2008 às 13:18

Sr.Doutor Nelson Vilela!-Ainda bem que nos faz visita, é sempre uma honra para todos nós e um gosto muito grande , duas palavrinhas que sejam vindas do nosso Poeta; pois este blog continua a viajar á volta de Vilarinho de Samardã .e com muita dedicação pelo seu dono ,sr.Costa Pereira.
Pois é uma grande emoção realmente, os antigos alunos reverem e avaliarem todos ao mesmo tempo,o grande professor, tão fora do comum,que tivemos a graça de usufruir.
Espero que a D.Olinda Gil, espreite para cá afim de tomar conhecimento das suas palavras, vamos procurar que cheguem até ela.
Bem haja, e que Deus o continue a iluminar.

De Maria Gisela Traquina dos Santos a 30.10.2008 às 18:58

Sou a Gisela Santos, tenho 72 anos, encontro-me aposentada do Laboratório J.Neves onde era contabilista e onde conheci a Maria da Graça há 36 anos.Teria ela uns 16, quando entrou para trabalhar sob a minha direcção.Éramos 8 empregadas , ela era a mais nova, nunca consegui dar-lhe uma ordem,ela era muito cumpridora.
Apercebemo-nos imediatamente do seu apego aos cinco irmãos ,todos mais novos e ao seu sentido de responsabilidade por eles ;pois tinham ficado sem pai havia pouco tempo,aliás sentido de responsabilidade que se mantém até hoje, apesar de como ela diz,(já serem todos mais velhos que ela).Nesse ano que a conhecemos, tal era a sua maneira de ser, acabámos todas em Mondim nas férias.A familia dela já era toda familia nossa.A Maria da Graça é muito simples e humilde, mas capaz de dar a sua própria
pele, a uma causa justa.Já tem dito que fui um pouco sua mentora, com uma certa razão.Assim se explica o que por aqui vai...! Mas também muita obra boa; pois para quem como ela trabalha 9 horas diárias quase sempre sozinha(numa firma própria com mais de 20 anos)entre identificação de peças,
motores ,máquinas, facturas e onde junta este enorme caudal de sedutoras poesias; pois então o seu Professor Nelson Vilela ,tem de ser um grande escritor transmontano e grandemente merecedor desta homenagem.Então fica aqui dito, que emprestei com um enorme gosto também , a minha capa á minha grande amiga ,que tem sido pela vida fora uma transmontana de granito verdadeiro com um coração de veludo, apesar do que tem passado.
Fica também o meu voto, de que seja reconhecido com justiça o valor do Poeta Nelson Vilela.

De anonimo a 31.10.2008 às 11:07

Gisela Traquina!...Não descansava enquanto não viesse?!...Vocemecê luziu com este discurso; inda diz que se vê grêga para escrever.
Lá fiquei ao léu de vez.
Ao menos podia ter falado do livrinho "Sempre em Caminho"que lhe ofereci, etc; mas não.O blog é para falar do nosso Poeta.
Mas como aqui somos do Marão, "entre quem é".
Mesmo assim obrigada por partilhares mais uma vez comigo.Beijo

De mgraça a 03.11.2008 às 13:35

Nelson e Mena meus amigos!-Venho através deste blog,que também é do vosso amigo Nosso Poeta,dado que não tenho o vosso e-mail,dar-vos os meus parabéns aos dois ,dado que a Mena acabou esses horriveis tratamentos;mas sei que a luta e o sofrimento é sempre dos dois.Que a vida ainda vos dê muitas horas boas e que o pesadêlo tenha acabado de vez.Parabens sobretudo para a valentia da Mena , que mesmo nesse sofrimento ainda fazia esses convivios com as amigas todas.grande transmontana, minha amiga da escola e até dos teatros dos bombeiros, envio-te um grande beijo.Que sigas enfrente .

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