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Parabéns Dr. Nelson

por aquimetem, em 03.09.08

N. Vilela

          Sim, senhor! Nunca pensei que que a minha modesta homenagem ao poeta e prosador transmontano Nelson Vilela neste meu blog "Ao sabor do tempo" viesse a merecer tamanha apreciação por parte dos amigos e admiradores deste ilustre filho de Vilarinho da Samardã, mas o facto é que assim aconteceu: 82 comentários até este momento! É obra! Pela minha parte, uma vez mais: parabéns Dr. Nelson.

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publicado às 08:16


21 comentários

De Maria da Graça a 03.09.2008 às 13:10

Olá Sr.Costa Pereira e por mim desde já muito grata.
Pois é verdade que esta homenagem que aqui foi decorrendo, foi linda e vai a caminho duma reúnião de todos, com uma grande festa; mas a que o nosso amigo Costa Pereira também terá que estar presente; não foi aluno; mas pelos vistos é grande amigo .O nosso Poeta pelos vistos tem grandes amigos, apesar de não ter os livros nas editoras.Pelo que conhcemos dele, tenho a certeza que a amizade e o reconhecimento pelo seu valor ,é o mais importante.Um abraço

De aquimetem a 03.09.2008 às 22:30

Venha esse convívio e se oportunidade tiver lá estarei como comprovinciano e admirador do poeta e prosador Nelson Vilela. Um abraço e bom fim de semana. Este blog continua ao dispor dos amigos e admiradores do Professor NELSON

De graça a 02.10.2008 às 11:00

Bom dia !-O amigo já viu como realmente se confirma ,todos estarem de acordo em estima carinho e respeito pelo nosso Poeta e grande professor ; aquela senhora D.Olinda Gil de Braga que foi sua aluna , e a sua filha a seguir também, em manifestação no seu blog?-Muito engraçado, Braga unido a Mondim a homenagear.Ainda bem que nos encontramos todos.
Um bom dia para o senhor.

De aquimetem a 02.10.2008 às 11:56

Também já tinha visto e gostei O Dr. Nelson é que se mantém caladinho a ver passar o desfile das amizades. É de facto muito despido de vaidades, a formação que recebeu do lar e dos mestres não a desperdiçou como outros fazem. Acertados parabéns!

De Anónimo a 30.10.2008 às 13:21

A Nelson Vilela, recordo pelo seu dom de palavra notável; fazia-se escutar por todas as idades.Deixou saudades também aí.
Parabéns pela homenagem.

De aquimetem a 30.10.2008 às 16:39

A homenagem devesse aos comentadores não ao responsável pelo blog. Aqui não passo de um mero espectador contente por ver um ilustre transmontano ser merecidamente reconhecido face ao seu valor cultura e intelectual

De anónimo a 31.10.2008 às 19:07

PELO REINO MARAVILHOSO DE TORGA-NELSON VILELA EM "A VOZ DE TRAS-OS-MONTES 23/10/08
Excerto do texto.... (parece que vai pintando conforme vai escrevendo)
TEXTO
Tem sido, para os meus olhos, uma deleitosa fruição a sublime tela paisagística transmontana que uma novela a percorrer num canal de televisão, tem revelado com gosto e mestria dignos de louvar.
Ali se pinta, retrata ou mais que tudo isso, se põe à frente , ao fundo, ao longe em toda a extenção a paisagem em corpo e alma de Tràs-os-Montes.Lá, onde a vista se perde, o Douro que já não esbraceja como antigamente, nas horas de maior aperto, mas agora mais volumoso se espraia, declive acima, numa mansidão de rabelo atrevido mas seguro.Perto, de um lado e do outro, o verde dos vinhedos, alinhados em filas intermináveis a pintalgar ao sol, sobre os seus bancos de xisto.Mais acima, desdobram-se as serras, aninhando ,nas dobras dos seus mantos, o verde das oliveiras e o noivado das amendoeiras para mais em baixo, junto aos rios-o Tuela,o Sabor, o Tua e o Corgo abrigarem os brancos casarios ou humildes xistosos tugúrios, poisio de tantas almas de Cristo, por ali, semeadas a esmo pela mão do Criador.Por falar do Tua, que querem fazer a este pedaço de Trás-os-Montes, sangrando-lhe a veia comunicante com o resto do mundo?
Mas volto à lonjura do nosso encanto.No enredo da novela a que me refiro, é apresentada, no seu conjunto, a visão de Trás-os-Montes com saliência para o Douro e suas margens em contra ponto com o Tejo e seu imenso casario costurado pelo melhor Primeiro Ministro de sempre de Portugal.Desafiante confronto! ....

De aquimetem a 31.10.2008 às 21:08

Quem teve a genial ideia de transcrever para aqui o presente texto, foi muito feliz! Isto porque além de alertar os amigos do Dr. Nelson para uma outra realidade também menos conhecida a respeito do Poeta, que é a de jornalista, desviou as atenções do um post central, o qual já ultrapassa a centena de comentários, é muito .... Quanto ao texto, como colaborador e leitor assíduo do n/jornal, A Voz de Trás-os- Montes, tive do conteúdo conhecimento atempadamente

De Anónimo a 03.11.2008 às 13:05

Olá amigo!-Pois é claro que me servi do texto que o amigo teve tanto trabalho a enviar- me do seu jornal;e não foi para me desviar dos outros diálogos,lá do outro blog.É que o texto do nosso Poeta , tinha que ser colocado aqui, para lhe dar-mos os parabéns, como diz o Conterrâneo:"ELE MERECE"!...
Não sei se reparou, que o Poeta escreve prosa como se de poesia se tratasse, como se estivesse a bordar a paisagem ou a pintá-la numa tela; e ainda coloca aqui e ali, uns laivos de alertas sobre assuntos bem actuais da nossa poiltica.Esta caracterisca de escrita, encontra-se em todos os seus livros, tanto de versos como de prosa,gostava
que o amigo pudesse lê-los.Ele deixa sempre perceber-se, tanto nos poemas tristes como nos mais alegres,o tal sentido de humor, como se gracejasse com ele mesmo, e ainda procura que os versos vão abranger o estado actual das coisas, do nosso Pais , das nossas gentes.Claro que não sou ninguém para saber avaliá-lo; mas o que eu sei é que ele não é uma pessoa nada simples,é bem fora do comum.Será que vai haver alguém apto a avaliá-lo?-Começo a ficar preocupada.Será que todos vão ler o texto todo ao jornal, ou ponho cá o que falta?
Na minha humilde opinião, Nelson Vilela continua com o dom da escrita muito apurado.

De ...continua a 11.11.2008 às 19:11

Este, o Tejo e o casario pombalino, hoje, é um pedaço amarfanhado, sem ar nem sol;aquela.região transmontana, a imensidão, a natureza caldeada e colorida, no verde e escarlate das suas vinhas, no verde sempre verde das oliveiras, no negro das serranias e na limpidez dos seus rios e regatos.Vem-me à memória o que Fernando Pessoa, adorando o Tejo, embora e de igual modo Lisboa, confidenciava:

"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que passa pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que passa pela minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
do rio da minha aldeia
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele, está só ao pé dele.
(O Guardador de Rebanhos-Alberto Caeiro)

Voltando ao Douro-o Durius Romanus-,peço autorização à memória de Torga para transcrever o que a sua inspirada pena perpetuou em Ferrão, com data de 2 de Setembeo de 68:

DOIRO
«Corre ,caudal sagrado
Na dura gratidão dos homens e dos montes!
Vem de longe e vai longe a tua inquietação...
Corre, magoado,
De cachão em cachão
A refractar olímpicos socalcos
De doçura
Quente,
E deixa na paisagem calcinada
A imagem desenhada
Dum verso de frescura
Penitente.

Noutro passo, no mesmo mês de Setembro, confessava o Escritor:
«...Sempre que prestes a sucumbir ao morbo do desalento, toco uma destas fragas, todas as energias perdidas começam de novo a correr-me nas veias.É como se recebesse uma transfusão de sangue.»

Na verdade, só quem moureja longe ou quem longe mourejou, é que saboreia, com ternura o que este querido poeta defenia o seu paterno lar:-São Martinho de Anta não é um lugar onde, mas um lugar de onde...

Para mim, Tras-os-Montes é Caminho Longe que o Marão guarda de aléu alçado lá, esplendor das alturas.

Nelson Vilela

De Anónimo a 15.01.2009 às 19:17

PELO REINO MARAVILHOSO Dezembro 2008
NELSON VILELA
Para falarmos do que é o nosso orgulho e vaidade, demos a primazia a quem cria beleza e arte no modo de sentir e de dizer.Oiçamos a voz de Torga,
já meio entorpecida do cansaço dos anos, mas bem sibilante com aqueles «eintes» tão denunciados das palavras que contêm«em ou ens», numa fonia bem caracteristica de toda a região vila-realense.Diz:
«Vou falar-vos dum Reino Maravilhoso».Embora muitas pessoas digam que não, semmpre houve e haverá, reinos maravilhosos neste mundo.O que é preciso para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original, diante da realidade e o coração depois não hesite.Ora o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que possam imaginar.
Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores, para que a distância os torne mais dificeis e apetecidos...
Vê-se primeiro um mar de pedras.Vagas e vagas, sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador.Tudo parado e mudo.Apenas se move e se faz ouvir, o coração no peito inquieto a anunciar o começo duma grande hora!De repente rasga a crosta do silêncio, uma voz de franqueza desembainhada:
__Prar cá do Marão, mandam os que cá estão!...
Sente-se um calafrio!...
__Que penedo falou?

Portugal (Miguel Torga)

Pois, acrescento eu:penedo algum, por mais imponente , altivo e inacessivel à macieza dos nossos pés, ou rasteiro qual tapete festivo á nossa passagem, já no topo de tudo, fala assim:
Naquele tu-cá, tu-lá e naquela linguagem singela que nossos antepassados cinzelaram na rudeza das suas mentes, e consequentemente, as mentes ainda meio rudes que somos nós.O poeta do nosso orgulho inicia e indicia, o seu, nosso Reino Maravilhoso, pelo portão altaneiro de entrada- O Marão - colosso guardião sem cão de fila porque a sua rudeza altiva, a lembrar o lendário S.Cristovão, que carregou aos ombros, mais que o mundo todo, o próprio feitor do mesmo.Eu deixo por hoje, o Marão para trás,e convido-vos a visitar S.Leonardo da Galafura, que o Poeta conhecia e frequentava e cujas veredas percorreu nas suas jornadas em honra de S. Hurberto, em demanda das tão esquivas quão velozes perdizes que,uma vez disparadas à velocidade de cruzeiro, nunca ninguém mais punha chumbo sobre o seu dorso.
Galafura é um cabeço de xisto feito altar e miradouro.Miradouro - repare-se no signo linguístico miradouro- porque em forma de púlpito, a vista se distende em todas as direcções, em infinitas e variadas paisagens de suprema e surpreendente visão.

(Continua)...

De Anónimo a 16.01.2009 às 18:47

.../...Continuação

Se voltados para o Douro, nossos olhos abismam-se no fundo da lonjura, onde serpenteia a silhueta do rio, com os tipicos rabelos, de asas soltas à caricia do vento.Alargada a vista, de cá, e de lá do abismo as imensas escadarias, os bardos a semear esperança ou a expor já ao sol o famoso néctar que dá proveito e nome a uma cidade, que nada tem a ver com ele.Mas se a vista se encurta e olha aqui, bem junto a nossos pés,de baixo de nós se escondem as grutas das Moiras Encantadas que por cá ficaram a enfeitiçar, para sempre as nossas crenças - o Sésamo da nossa longínqua infância.Mas S.Leonardo é também.Fica à nossa retaguarda ,ou enfrente, segundo a posição que tomarmos.Capelinha branca, a de S.Leonardo quase asa, não de andorinha, que é demais para ela o espaço sem limite, mas asa alargada e dominadora de águia que se distende ou planeja espaço fora, em direcção ao infinito a absorver o cheiro acre do rosmaninho.Pelo lado de fora nas costas do altar, inscrita na parede, a tão graciosa quão grandiosa descrição que Miguel Torga faz deste Paraìso:

"À PROA DUM NAVIO DE PENEDOS"

A navegar num doce mar de mosto
capitão no seu posto de comando
São Leonardo vai sulcando as ondas
da eternidade
sem pressa de chegar ao seu destino
...
Lá não terá socalcos nem vinhedos
na menina dos olhos deslumbrados;
doiros desaguados
serão charcos de luz envelhecida
...
Por isso é devagar que se aproxima
da bem-aventurança,
É lentamente que o Rabelo avança
debaixo dos seus pés de marinheiro
e cada hora mais que gasta no caminho
é um sorvo a mais de cheiro
a terra e a rosmaninho.
(Ordonho, 2 de Outubro de 1961)

E basta esta alargada metáfora do poeta, quase fazendo do Santo um garoto traquina que vai desgastando o tempo no folguedo e retardando assim o recado que o pai encomendara ou a metáfora primária do marinheiro capitão que não tem pressa de anunciar ao seu Senhor o sucesso da longínqua viagem, mas vai-se ficando na comtemplação e gozo da descoberta consumada.










De mgraça a 17.01.2009 às 00:25

Parabéns Dr. Nelson Vilela , pela dedicação , admiração e deslumbramento com que nos fala e mostra Miguel Torga .Sente-se que é a pessoa certa para falar do Poeta do Reino Maravilhoso, e adivinha-se o grande carinho que lhe dedicava também.
Deixo aqui em nome dos seus antigos alunos,
um grande beijo de admiração e muito carinho também.
Respeitosamente
Mgraça

De aquimetem a 17.01.2009 às 12:11

O Dr. Nelson deve sentir-se orgulhoso por ter tantos amigos! Mas face aos comentários, também deve perceber que nem todos têm a mesma energia que a verdadeira amizade gera...Parabéns aos mais calorosos....

De Anónimo a 23.01.2009 às 18:51

JUIZO FINAL

Depois de tudo o que passou
Depois de tudo o que fez,
O homem regressou.
Cumpriu o destino, chegou
Na hora sua, na sua vez.

Quem lhe disse que chegasse,
Foi o mesmo que lhe disse que fosse,
Fosse e cumprisse,
Chorasse ou sorrisse,
Mas que fosse...

E foi. Cumpriu o mundo todo
E percorreu o seu destino.
Horas extras lhe fizeram barba.
Horas muitas lhe tiraram o medo
Que de bem cêdo
Já deixou de ser menino,
Que brincou.
Foi. Deixou sinal
Nalguma folha amarelada
Ou numa pedra da calçada.
Mas não voltou.

De Anónimo a 09.02.2009 às 19:28

NO MORRO DE S. LEONARDO
TORGA FEZ UMA POESIA.
O RIO DOURO DITAVA
E TORGA SÓ ESCREVIA.

De aquimetem a 09.02.2009 às 20:07

Sim! O Torga era um admirador da paisagem transmontana e duriense. Os inimigos do nosso património natural tinham também no Poeta um inimigo deles. Não é por acaso que a chamada "esquerda" - que é isso ?- não lhe deu grande acolhimento passado pouco tempo depois do 25 de Abril . Não alinhou como..., como não alinharam muitos outros democratas, percebeu a tempo da marosca de muitos deles. Era mais um que certamente viria em defesa das Fisgas e do Tâmega, que bem conhecia. Do poema creio ser um dos que consta no miradouro de São Leonardo de Galafura, Peso da Régua, local que Torga gostava de visitar e eu visitei também o ano passado . Merece a pena visitar.

De Anónimo a 15.04.2009 às 00:40

O primeiro Pecado

Ainda bem que ouve o fruto,
Não o nosso, o da gente,
o colhido;
mas o outro, o interdito
mas eternamente bendito,
por ser proíbido.

E a Eva? Também.
Também bendita.
Pelo regaço e pelo olhar
que ao mundo deu,
enquanto mundo houver...
Optou.
Não quis ser pérola ou pedra.
Preferiu ser Mulher...

E o Adão? Adão
não se zangou,
que de tolo tinha pouco!...
No dealvar da madrugada
olhou, sorriu, provou:
«Bendita quem se enganou!
bendita maçã amaldiçoada»!

De Mondim de Basto a 06.02.2009 às 11:29

Um novo espaço para os mondinenses! um novo forum!

em


http://mondimdebasto.webs.com/

De aquimetem a 06.02.2009 às 11:52

Muitos parabéns! O nosso concelho e a região de Basto só tem a ganhar com o diálogo responsável e defesa dos verdadeiros valores históricos e patrimoniais de tão sedutor espaço geográfico. Não deixem destruir o Tâmega e as Fisgas de Ermelo porque a montanha com as pedreiras há muito que começou....Vou passar a ser mais um mondinense da diáspora a visitar este espaço Net

De mondim de basto a 06.02.2009 às 14:05

Não se limitem a visitar. participem no forum! ele é vosso!

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