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Vilarinho da Samardã

por aquimetem, em 16.09.08

VS. Nesta árvore centenária está pregada uma tosca placa,

com a indicação: Rua Camilo Castelo Branco . Mais ao fundo

vê-se uma janela da casa de Camilo

          Vilarinho da Samardã é uma freguesia do concelho de Vila Real que confronta com as suas congéneres vila-realenses de Adoufe, São Tomé do Castelo, Telões (Vila Pouca de Aguiar) e Lamas de Ôlo.

          Situada a norte do concelho, no vale  do  rio Corgo, entre as  "serras" do Alvão e do Mesio, esta freguesia  fica no trajecto que liga Vila Real a Vila Pouca de Aguiar pela ENnº2, e mais recentemente também pela A24.  

          Embora por diversas vezes ali tenha passado e até parado para almoçar no "Fojo do Lobo" nunca havia descido ao centro da freguesia e paróquia de São Martinho de Vilarinho da Samardã. Fi-lo na tarde do passado dia 31 de Julho, graças a um meu dilecto familiar  que, residente em Vila Real, se disponibilizou  a satisfazer o meu  desejo, conduzindo-me até ao bucólico lugar  que entre 1839 e 1841 acolheu o imortal Camilo Castelo Branco, e que tem sido alfobre de figuras célebres nos diversos ramos do saber humano. Para não ferir sensibilidades, em vez de nomes, apenas recordo aqui alguns  apelidos  de famílias que à terra deram, e continuam a dar, honrosa fama, a saber: Azevedo, Veiga Castelo Branco, Alves e Vilela.   

          Foi uma visita muito passageira e que portanto não deu tempo suficiente  para apreciar  os encantos da terra que  recorda  Camilo,  em relação a si, foi  " ... Onde passei os primeiros e únicos felizes annos da minha mocidade", como consta gravado em placa de mármore à entrada da casa onde o romancista viveu. Mereceu a pena, pois além de ficar a conhecer mais um dos locais que o autor de Novelas do Minho pisou, fiquei também a saber que Santo Afonso tem capela na aldeia onde nasceu o Dr. Nelson Vilela, e que pena tive não ter  encontrado lá para me falar com saber fundamentado da história e gentes de Vilarinho da Samardã

  

Ao cimo das escadas e entrada na casa de Camilo fica esta

placa, onde consta a descrição que já fiz no corpo deste post 

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publicado às 16:16


9 comentários

De Maria da Graça a 24.09.2008 às 15:31

Olá Conterrâneo!
Sempre em diligências pelas causas fortes;então Vilarinho da Samardã!-Sempre tive curiosidade em visitar; mas nunca fui.Só é pena não ser a casinha onde viveu o Dr.Nelson Vilela; mesmo assim, só a sua deslocação lá, é só por si uma grande homenagem ao nosso Poeta, e já consumada.
Demonstra um grade apreço.É bom sentir que afinal,há muita gente a reconhecer-lhe o valor que tem.Só por isso, tudo valeu a pena, os tropeções, as hesitações, os erros e os etcs;tudo.
Um grande abraço .

De aquimetem a 30.09.2008 às 11:11

Olá conterrânea e mondinense de sete costados! Como já disse noutro local, a visita foi muito a correr e o tempo chuvoso também não ajudou, daí além de não ter identificado a casa onde nasceu o Dr. Nelson Vilela, tão-pouco consegui recolher informações acerca da Casa do Canto que fica anexa à de Camilo, o que muito lamento. Mas o certo é que "valeu a pena"! Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. Se reparar no post mais recente que publiquei no blog Vilar de Ferreiros há-de ver que foi graças a um debruçar-me sobre terras de Samardã que fiquei a saber mais à volta dos vilarinhos...Um abraço.

De Jofre de Lima Monteiro Alves a 27.09.2008 às 15:20

Um aterra que n os diz muito, a nós camilianos, Li com interesse e agrado como grande fã que sou de Camilo Castelo Branco. Boa semana com tudo de bom.

De aquimetem a 30.09.2008 às 11:27

Bom dia! Já tenho computador e net, grato pela visita e comentário. Camilo é um mestre da Língua Pátria, bem demonstrado em obras como Novelas do Minho. Boa semana, para o amigo

De anónimo a 11.11.2008 às 11:58

Mando-te em fotografia
Tua casa abandonada.
Esse ninho de andorinhas,
no beiral, não te diz nada?

No Fojo da Samardã
caíam lobos a eito
Qualquer lobo cai no Fojo:
o que é preciso é ter jeito.

Moínhos do Rio Corgo,
açudes do pensamento,
vertigem que mói as nuvens
ainda mais do que o vento.

De aquimetem a 11.11.2008 às 15:30

Belo poema! Do que me ficou bem patente na retina foi a Casa do Canto que gostava saber um pouco da sua história. Quem de perto souber agradeço me dê uma dicas. Grato pela visita e comentário

De mgraça a 20.11.2008 às 22:03

Que bem que estão estes versos aqui, lindos...
Grande mistério terá essa"Casa do Canto" para o Conterrâneo estar com ela na mente!?
Gostava de perceber...
Adorei estes versos mesmo.

De mgraça a 23.01.2009 às 19:30

TÃO TARDE

Tão tarde!...e tarda tanto!...
Aonde é que iria,
Se disse que ia
A lado nenhum?

Disse que ia,
Ia ficar, ficar,
Enquanto houvesse
Aljaba e seta,
O amor e o poeta
Para cantar.

Foi. Deixou tudo por fazer,
Tudo por acontecer,
E foi, foi-se
De repente,
Como se acontecer não fosse
A sina de toda a gente.

E tarda tanto!...é tao tarde!...
E entardece a ocasião...
Aonde é que iria,
Se prometeu que era
Eterna a Primavera,
Sem inverno nrm verão?...


NELSON VILELA Livro SEMPRE EM CAMINHO

De Anónimo a 16.04.2009 às 16:29

AZULEJOS

Do Marão diz um provérbio
que não dá palha nem grão.
Há quem fale do impossivel
como possível razão.

Ombro do sol e do vento
a dominar a amplidão.
Quem chega põe olhos altos
numa escarpa, num clarão.

Que rumor vem das origens
de tanta concentração?
Raízes dum fogo extinto
ainda queimam o chão.

Na Régua um barco rabelo
está parado no rio.
Muitos sonhos também param
e ficam assim ao frio.

Sabes que ao beber um porto
bebes sol engarrafado
que com muito sofrimento
ao xisto foi arrancado?

Vinho do Porto, é verdade,
quanto mais velho melhor.
Mas envelhece primeiro
a alma do agricultor.

Do cantinho onde nasci
vê-se quase o rio ao fundo
e o ver quase me acompanha
aos quarto cantos do mundo.

Quando o Conde de Saldanha
quis raptar a Ferreirinha,
viu-se até onde chegavam
as unhas que o poder tinha.

António Cabral Poemas Durienses

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