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Nelson Vilela

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 10.07.08

          Ouvi falar muito nele, nos inícios da década de 60, quando em boa hora o Bispo de Vila Real, D. António Valente da Fonseca reconheceu a soberania de Vilar de Ferreiros na Ermida do Monte Farinha e a colocou  sob administração do Padre Manuel Joaquim Correia Guedes. Estou-me a referir ao Dr. Nelson Vilela, um consagrado poeta e prosador que só por ingratidão ou ignorância das nossas editoras  não tem a sua obra divulgada à medida da respectiva amplitude e importância cultural. E verdade seja dita, que se não fora uma dilecta conterrânea minha me ter alertado para esta realidade, por espontaneidade minha também o não fazia, confesso. Isto porque embora admirador seu, apenas uma vez o vi e nos cumprimentamos por ocasião do lançamento de um livro do Luís Jales de Oliveira, na vila de Mondim.

Mas quem é o Dr. Nelson Vilela?

          Nelson Vilela, nasceu em Vilarinho da Samardã, em 1933, oitavo filho de uma família numerosa (14 irmãos). Cursou Teologia no Seminário de Vila Real. Aos 18 anos publicou o seu primeiro livro de poesia "Saudade", com autorização do Bispo D. António Valente da Fonseca que por ele nutria muito carinho e o encorajamento do ilustre filólogo Mons. Ângelo do Carmo Minhava. Que do Nelson fez saber : " Homem de raras qualidades, mas muito modesto, podia, se outro fora o seu temperamento, impor-se no arraial das letras..."    Em Portugal só quem for aventureiro é que trepa...

          Nunca tendo exercido qualquer ónus eclesiástico, pediu e obteve dispensa desse múnus e dedicou-se ao Ensino, após se ter licenciado em Filologia pela Universidade do Porto.  

         Leccionou em Mondim de Basto, Nova Lisboa,  Évora, Alcácer do Sal, Chaves e Braga. Pertence à Associação dos Autores de Braga e já fez parte da Direcção. Das muitas obras suas, realço: Saudade, Asas de Espuma, Mar e Sombra, Inquietação,  Pedaços do mesmo sonho, Regresso, Sempre em Caminho, Livro de Carla, O Sal e as Lágrimas, entre outros.  

          Um distinto poeta e prosador  comprovinciano de Torga, e natural da aldeia transmontana que marcou e acolheu Camilo Castelo Branco, em menino e moço, e cuja   simplicidade e modéstia do autor não é motivo para desculpar a  amnésia de certos  editores e livreiros. O valor a quem o tem!

          Obrigado Maria da Graça, pelo alerta, também como transmontano de Basto, com ele canto, agora :

          " E orgulho tenho de nascer assim

             Podem rufar tambores, arrais e viras

             É de lá que sou... foi de lá que vim."

                                           In Sempre em Caminho, de Nelson Vilela

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publicado às 16:58


115 comentários

De jts a 07.08.2008 às 17:09

Maria da Graça Borges de Matos...!
Não será - digo eu - este blog, o local ideal para farmos da nossa infância e da nossa família.
Mas, as tuas palavras tão cheias de amizade e carinho, não me deixaram alternativa e tenho que falar, um pouco de nós.
Sabes, Maria da Graça, a tua mãe - D. Alzira, a quem aproveito para cumprimentar - era a melhor amiga que tinha a minha mãe. E ainda tenho uma fotografia, das duas amigas tirada no Outeiro junto às fragas, pelo teu tio Armando Borges, já lá vão una bons sessenta anos.
Quando o teu pai namorava nas escadinhas, junto à loja da tua avó, era eu que levava os recadinhos, porque o teu pai, era um excelente músico da Banda Mondinense de que eu também fazia parte e era dirigida pelo teu tio António Reis.
Lembro-me do casamento dos teus pais, porque véramos vizinhos, porta com porta...
Que saudades eu tenho desse tempo, Maria da Graça...
Havia mais respeito, melhor educação, mais humildade e principalmente o reconhecimento de todos nós, por quem nos fazia bem.
Obrigado pelas tuas palavras, que ma encheram de vaidade...
Eu não sou um escritos, longe disso... vou escrevendo umas coisas, enquanto se me não apaga a memória.
Além dos dois livros que citaste de minha autoria, há o primeiro, que é a história da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, onde ainda trabalho. Uma obra que contempla toda a história desta Associação, desde a sua fundação, até hoje.
Tenho mais alguns projectos em mente, que gostaria de realizar antes de um dia ser chamado à casa de Deus. Veremos.
Um beijinho de grande consideração e amizade.
Teixeira da Silva

De jts a 07.08.2008 às 17:14

Correcção: "onde se lê FARMOS, na 2.ª linha,
deve ler-se, FALARMOS.

Teixeira da Silva.

De Maria da Graça a 07.08.2008 às 20:17

Sr.José Teixeira da Silva, é claro que me fez choramingar um bocadito, falando do namoro dos meus queridos, Zeca Matos e da Zirinha, o primeiro largou-me de repente depois de me ensinar as tabuadas todas e os ossos do corpo humano, e ainda não me recompuz,foi o que se chama de amor mal resolvido,a segunda tem 83 anos, é a minha companheira, manda e desmanda e planta as couves para o caldo verde dela, de enxada em punho.tem quintal.Fiscalizou-me toda a vida e continua, e andou-me nessa vida de enviarem bilhetinhos, e já nesse tempo!...Velhaquinha...
Eu lembro-me muito bem da Sra D. Quinhas sua mãe e do seu pai o Sr.José, eu ia lá muito a casa ao Escourido,às fragas;era tão bom.O Poeta que nos desculpe; ele também é uma pessoa tão humana, e além disso precisa saber com quem anda a lidar, não é?
Eu já li o seu livro de contos e também me sinto lá dentro dele.A capa , é o que se avista das escadas da minha avó da rua velha, já o menino Bigé tinha desenhado no livro do Ginho;-o Manel Comica , andei a dançar com ele,pois ele estava sempre na casa da tia Rosa, o Sr.Oliveira dos tecidos, prantava-se na minha avó Marquinhas e toda a gente ia lá buscar os tecidos , mesmo a Sra.sua mãe,o Zé do Eiró e a histório do petróleo, também me lembro,o Abilio Cego com a varinha de oliveira, os olhos dele eram vivos e escuros e notava-se neles inteligencia, a prof.D.Palmira era prof. de um dos manos, a casa do Rêgo era a minha Casa de Trás-Montes , estava lá sempre, ca minha amiga do peito Rozinha e as suas manas todas,mais a D.Adelininha sempre com paciência para nos aturar;Lembro-me sim dessa beleza toda de sentimentos puros que era Mondim e ainda é ; pois as novas gerações vão ficando com o testemunho dos vossos livros e vão ter orgulho em seguir, pelos mesmos carris, tenho a certeza.
Parte das pessoas que estão fora ,é porque a vida as obriga; mas a alma está lá.Eu tenho muito amor e respeito a tudo que é da minha terra.Além disso, dormi mutas vezes na Sra da Graça com a minha avó,quando iamos arranjar os altares ,lembra-se?-Tenho Mondim e os seus valores,sempre no coração.
Gostei de comunicar com o Senhor e espero que possamos divulgar nem que seja um pouquinha a obra do Sr.Director Nelson Vilela.Um abraço
Sempre ao seu dispor
Maria da Graça

De maria da graça a 08.08.2008 às 23:27

corrigir as palavras: Rosinha e Recompus

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