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Aquilino no Pedrógão

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 07.10.07

          Falecido a 27 de Maio de 1963, o famoso beirão Aquilino Ribeiro que a 13 de Setembro de1885 nascera no concelho de Sernancelhe, foi agora, em 19 de Setembro pp , transladado do cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional, juntando-se assim, como noticia o boletim, de Outubro de 2007, da  Sociedade da Língua Portuguesa, aos "escritores João de Deus, Almeida Garrett, Guerra Junqueiro, aos Presidentes da República Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona, à fadista Amália Rodrigues e Humberto Delegado".

          Se em 28 de Maio de 1963 me arrisquei acompanhando o corpo do escritor até ao cemitério dos Prazeres, porque discordava da falta de liberdade de expressão existente na altura, também agora que discordo que o Panteão Nacional sirva de carneiro  a todos e a qualquer bicho careta da nossa cena publica, me dispensei de repetir o que à 42 anos fiz, contrariando assim os oportunismos  políticos do ontem e do hoje.  E agora pergunto: o que tem a Republica, a Maçonaria e seus correligionários a ver com Santa Engrácia? Não foram os monárquicos que iniciaram a obra e Salazar quem a acabou? É só para pôr os pontos nos "ii", e não se rirem... da ignorância do zé ...

 Aquilino Ribeiro

(1885-1963)

 Na cerimónia da transladação

de Aquilino, até Sócrates se riu...

          De  Aquilino como homem e como escritor já muito se sabe e consta publicitado, o que vou relatar também não é novidade e se não está escrito consta entretanto na memória do povo que Aquilino  Ribeiro  retratou em Batalha Sem Fim, depois de  como  visita do seu amigo José Leal se ter refugiado por estas bandas acusado de estar ligado regicídio e de bombista. Lá que foi homem de acção, ninguém tem dúvidas; e que os imóveis abaixo o acolheram também é suposto que sim. Daí que deixo ao cuidado do distinto aquilinista Jofre Alves, a quem dedico este post, aprofundar e descrever esta fase da vida em que o  escritor também se demorou por terras de Leiria.

Coimbrão - casa antiga dos Leais  

Ao lado da casa antiga, a nova e apalaçada

 vivenda dos Leais

Nesta barraca da Praia do Pedrógão que se consta foi

do José Leal, do Coimbrão, é suposto ter gozado férias

o autor do romance "A Batalha Sem Fim ", Aquilino Ribeiro.

 

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publicado às 17:03


Fernando Negrão

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 03.07.07

 

 Não se pode queixar o Governo de que  São Pedro lhe tenha dificultado a vida no que consta ao combate dos tradicionais incêndios de Verão. Chuvinha com fartura deste Janeiro até hoje só por falta da tão prometida luta contra este flagelo nacional se pode entender que este ano a floresta arda, e sobretudo quando se trata da Mata Nacional de Leiria. Pois foi o que já por duas vezes sucedeu no inicio deste mês, junto a São Pedro de Moel, onde  além de várias dezenas de Bombeiros, também... um helicóptero, ajudaram a combater. Mas material para combate não falta, haja fogo!!!  Mas o curioso aqui, foi  o silêncio da Comunicação Social à volta deste evento, quase passou ignorado. E eu pergunto, porquê? Será que toda a Comunicação Social já está rendida às ameaças das direcções-gerais ou feita e comprometida com a arrogância  dos governantes? Ainda é cedo!

            Pela sua coragem, bem merece o meu louvor um tal Hernâni Mitra, que em  Cartas do  leitor, no  Metro, de hoje, a propósito dos candidatos à Câmara de Lisboa comentava: < PS António Costa, número dois  do Partido Socialista (PS), saiu do Governo para encabeçar a lista candidata do partido à Câmara Municipal de Lisboa. É o candidato do Governo e da sua política: dos cortes  na saúde, na educação, nas verbas autárquicas, nos salários e direitos dos trabalhadores e nas pensões dos reformados. Vottar nele seria aprovar as políticas do Governo...(...). >  São precisos muitos eleitores com a coragem e visão deste Sr. Henâni Mitra, mas não desperdiçando... votos, e o voto útil é em Fernando Negrão.

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publicado às 18:55


50 Anos de Educação Social

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 28.06.07

O Pai Zé, como carinhosamente

era tratado pelas antigas alunas

(1903-1984)

          Fundada por Monsenhor José Galamba de Oliveira, a Escola de Formação Social Rural de Leiria,  iniciou a sua actividade, na Quinta da Fábrica, pertinho de Nossa Senhora da Encarnação, a 6 de Novembro de 1956, onde funcionou até 1964, data em que foi adquirida a Quinta do Amparo, na freguesia dos Marrazes, para passar a funcionar ali.

          Ao tempo conhecedor atento da realidade das nossas aldeias, até porque era um dos principais dinamizadores da Acção Católica Rural, Monsenhor José Galamba concebeu a criação de uma escola modelo orientada no sentido de formar técnicas que pudessem desenvolver dinâmicas de melhoria de qualidade de vida das mulheres e das famílias do meio rural. Há que ter em conta que na década de 50, Portugal ainda era um país profundamente rural, e a maior parte da população vivia da agricultura intensiva e de alguma criação de gado.

          De harmonia com o Decreto-lei nº 40678 de 10 de Julho de 1956, surge de pronto o Curso de Agente de Educação Familiar Rural, com uma duração de dois anos, e exigindo às candidatas para admissão, no mínimo a 4ª Classe. Para garantir uma formação de base mais sólida, o Curso era repartido por três grandes áreas, a saber: Cultura Geral: Português, História de Portugal, Noções Elementares de Psicologia, Pedagogia, Serviço Social, Noções Elementares de Arte, Economia Doméstica e Civilidade.  Artes Domésticas: Limpeza e Arranjo Doméstico, Costura, Bordados, Tecelagem, Culinária, Noções de Enfermagem e Puericultura. Esta componente de formação incluía actividades práticas desenvolvidas na escola, através da constituição de equipas de trabalho que garantiam os cuidados  necessários à boa ordem e manutenção  dos espaços onde as alunas residiam e estudavam. Noções de Agro-Pecuária: Agricultura, Jardinagem, Criação de Aves e de outros animais eram também ensinadas com o objectivo não só de proporcionar o conhecimento destas actividades características do mundo rural, mas também, através da vertente prática, de garantir que se davam às alunas, maioritariamente oriundas desse meio, os conhecimentos necessários para poderem, uma vez regressadas aos seus locais de origem, ser elas próprias factores de desenvolvimento local.

          De acordo com o evoluir da sociedade e as necessidades decorrentes da progressiva concentração urbana das populações, a Escola foi-se adaptando aos novos sistemas  de formação técnica e cultural, mas sem nunca perder o sentido original que o seu fundador  traçou: formar e educar de modo a contribuir para um Mundo Melhor.

 Fonte: "50 Anos de Educação Social", de Artur Costa e Virgílio Mota.

 

Quinta do Amparo

 A capelinha da Quinta do Amparo

D. Maria Helena Costa Trigo - Foi Directora desde 22 de 

Dez. de 1958 a Dez. de 1962 e  de 18 de Outubro de 1964

a 9 de Outubro de 1968 

confirmando e actualizando direcções e telms....

Saudade, Laura e Mabília

Missa de Acção de Graças - Concelebrada

por D. António Marto (Bispo de Leiria/Fátima)

A caminho do restaurante, anexo à  Quinta

Uma das simpáticas recepcionistas que no passado

  sábado, dia 23, à entrada da Escola, esteve 

 a receber as antigas alunas e acompanhantes

 

 

 

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publicado às 22:58


Para o ano há mais

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 12.06.07

         Este ano fui festejar o Dia de Portugal à  terra de frei Jerónimo, aquele personagem do romance Amores e Viagens de Pedro Manuel, que Joaquim Paço D'arcos, editou em 1935. Terra de gente bairrista, generosa e  hospitaleira,  escolheu a festiva data para levar a efeito um almoço-convívio destinado a reunir o maior número possível de bajouquenses naturais da Bajouca Centro  (antigo lugar da Capela). A ideia surgiu por ocasião da visita pascal, quando então alguém lembrou que um convívio anual como este agora realizado se devia iniciar de forma a fomentar a amizade e união entre familiares e amigos da mesma aldeia. Assim foi,  e mais de 200 participantes com laços afectivos ligados à Bajouca Centro ali se reuniram em sã e animada convivência à volta da feijoada e das febras que um grupo de voluntários de ambos os sexos confeccionou e serviu. Bajouquense por encosto, lá me sinto da família e com muita honra e prazer. 

         Em  resumo as imagens que seguem são um testemunho do que foi esse 1º Convívio Anual da Bajouca Centro! Para o ano há mais.

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publicado às 00:25


malvados assassinos

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 10.03.07

          Finalmente ao cabo de quase dois meses foi capturado o trio assassino que no passado dia 10 de Janeiro roubou a vida ao saudoso ourives Sr. Manuel Rolo. 

          Como foi divulgado, a primeira detenção de um dos três elementos aconteceu em  meados de Fevereiro, na área da Grande Lisboa; e a partir daqui, são fornecidas as pistas que hão-de levar a bom termo esta caça aos criminosos. Assim, logo em meados de Fevereiro é detido, no país vizinho, um segundo elemento do grupo, uma mulher; e só agora, na ultima segunda-feira, também em Espanha, foi preso em Badajoz aquele que tudo indica terá sido o autor material do crime, um brasileiro de 30 anos de idade.   

        Aguarda-se agora que estes dois bandidos sejam extraditados para Portugal afim de serem apresentados ao Tribunal de Leiria, que por ser o concelho onde ocorreu o crime terão de ser ali julgados. Que aos juizes não doa a pena... 

          Parabéns à PSP, ao Departamento de Investigação Criminal da P.J. de Leiria, e às autoridades similares do país vizinho, pelo êxito e empenho posto na descoberta de tão malvados assassinos.

Foi dentro desta loja que assassinaram o ourives

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publicado às 20:02


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